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A nova narrativa de Jair Bolsonaro que não para em pé

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Matheus Leitão

Pressionado pelas inúmeras suspeitas levantadas na Operação Contragolpe, Jair Bolsonaro apareceu nas redes sociais chorando nesta segunda, 25, ao lado do ex-ministro do Turismo Gilson Machado.

O líder da extrema-direita brasileira se emocionou ao ouvir uma música em sua homenagem e voltou a falar que o legado do seu governo é deixar uma marca com diversos valores pelo mundo, entre eles a liberdade.

É justamente esse ponto que não bate, não faz sentido, que a narrativa simplesmente não pára em pé.

O ex-presidente fez todo o possível contra a liberdade – e não só pelas décadas de culto aos horrores da ditadura militar sanguinária que comandou o Brasil por 21 anos, defendendo uma guerra civil que matasse 30 mil brasileiros, incluindo FHC.

Jair Bolsonaro incitou o golpe nos tempos atuais a ponto de o 8 de Janeiro acontecer – e antes mesmo da minuta golpista ser descoberta na casa de seu ex-ministro da Justiça ou de ser revelado o plano para assassinar seus adversários, envolvendo 36 integrantes do seu governo anterior.

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É do DNA do ex-presidente, assim como é da raiz do bolsonarismo defender o golpe ou a abolição violenta do estado democrático de direito, crimes agora pelos quais ele foi indiciado em inquérito policial.

Aliás, nas conversas descobertas pela Polícia Federal fica evidente que queriam dar um golpe nos moldes de 64, o apoio que os militares tinham para rasgar a constituição brasileira e implementar uma ditadura por 21 anos.

A grande questão agora é se o ex-presidente conseguirá convencer a Justiça brasileira de que todo o plano homicida Punhal Verde e Amarelo contra Lula, Geraldo Alckmin e Alexandre de Moraes era apenas uma “histórinha” sem o seu envolvimento.

Mesmo que envolva seu chefe da Casa Civil e companheiro de chapa, seu ajudante de ordens, seu chefe do Gabinete de Segurança Institucional, seu ministro da Justiça, seu diretor da Abin, seu ministro da Defesa, seu secretário-geral da presidência, além de comandantes das Forças Armadas em seu governo… e por aí vai!



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Sérgio Moro alfineta Lula em evento de Ronaldo Caiado

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Sérgio Moro alfineta Lula em evento de Ronaldo Caiado

Nara Boechat

Sérgio Moro alfineta Lula em evento de Ronaldo Caiado | VEJA

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Durante o lançamento da pré-candidatura à Presidência da República de Ronaldo Caiado (União Brasil), nesta sexta-feira, 4, em Salvador (BA), Sérgio Moro (União Brasil) disparou contra o governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT). Para o senador, a corrida presidencial de 2026 já acabou, pois “ninguém aguenta mais o governo”. “Tenho certeza que em 2026 os partidos de direita e de centro vão se unir para a gente derrotar o PT porque o Lula a gente não aguenta mais”, afirmou Moro, que foi ministro da Justiça do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL). Ainda segundo o ex-magistrado, “a moral do país foi destruída” com a presidência atual. “A gente precisa ter um presidente forte e firme, que não passe a mão na cabeça dos criminosos como é este governo federal, conivente com o descontrole dos presos”, completou.

Leia também: O papelão de Felipe Neto ao mentir sobre candidatura à Presidência


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O que realmente significa o ‘tarifaço’ de Trump

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O que realmente significa o ‘tarifaço’ de Trump

rprangel2004@gmail.com (Ricardo Rangel)

No que descreveu como “dia da libertação “, Donald Trump rasgou os tratados comerciais internacionais  e aumentou unilateralmente as tarifas dos EUA sobre importação. Dezenas de países serão afetados — e vão retaliar.

As bolsas de valores despencaram em todo o mundo, refletindo a inevitável elevação de preços que virá, e a consequente queda nas vendas. O valor da ação da empresa mais afetada, a Apple, caiu mais de 9% em um só dia.

A tarifa para o Brasil ficou em 10%, bastante abaixo das tarifas adotadas contra outros países, e a redução do comércio dos outros com os EUA até pode abrir oportunidades para nosso país.  O Brasil está correto em não reagir neste momento, mas isso não significa que a notícia possa ser boa para nós. Não é. É apenas menos ruim. E o problema real nem é a tarifa.

Os EUA, grandes vitoriosos em 1945, estabeleceram e lideraram desde então uma ordem mundial de organismos multilaterais e respeito a tratados. Com todos os seus muitos defeitos, essa ordem trouxe prosperidade nunca vista aos países que dela participaram. Sobretudo aos próprios EUA.

Nesta quarta-feira, Donald Trump, num gesto suicida, dinamitou essa ordem.

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Os EUA, sob Trump, agora traem seus aliados históricos, ameaçam militarmente os vizinhos, desrespeitam tratados comerciais. Mais: sequestram seus próprios habitantes na calada da noite, levam-nos para destinos ignorados, descumprem ordens judiciais. Chantageiam universidades e violam sua autonomia. Trump está demolindo a democracia americana tão rápido que o país está se tornando irreconhecível.

O dano ainda pode ser revertido no plano interno, mas é quase impossível revertê-lo no plano externo. O resto do mundo entendeu que os EUA deixaram de ser um aliado e passaram a ser um potencial adversário. Isso não vai mudar — mesmo que Trump volte atrás em tudo o que já fez até agora.

Os maiores prejudicados pelas estúpidas decisões de Trump serão os próprios EUA, que que abriram mão do posto de líder mundial, da livre circulação de ideias e da capacidade de atrair capital humano de ponta.

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Alguns setores comemorarão o fim da ordem mundial e o declínio americano como uma boa notícia. É um erro. A notícia não é boa nem para o Brasil nem para ninguém.

“Quem ganhar ou quem perder, nem quem ganhar nem perder, vai ganhar ou perder; vai todo mundo perder”, ensinou certa vez, em outro contexto, a filósofa Dilma Rousseff.

(Por Ricardo Rangel em 04/04/2025)



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POLÍTICA

A visita do chefe da Abin ao vice da comissão de I…

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A visita do chefe da Abin ao vice da comissão de I...

Nicholas Shores

O diretor-geral da Abin, Luiz Fernando Corrêa, vai ao Senado na segunda-feira para uma reunião com Nelsinho Trad (PSD-MS), vice-presidente da Comissão Mista de Controle das Atividades de Inteligência (CCAI), em meio ao escândalo sobre a suposta espionagem da agência brasileira ao governo do Paraguai.

Uma hora depois de Corrêa, separadamente, o senador vai receber representantes da União dos Profissionais de Inteligência de Estado da Abin (Intelis) para uma conversa sobre o mesmo tema.

Na próxima quarta-feira, a CCAI deve votar um requerimento do senador Esperidião Amin (PP-SC) para convidar o chefe da agência a prestar esclarecimentos sobre o caso à comissão.

Além de chamá-lo a comparecer ao colegiado, Amin pede que Corrêa envie, em até 20 dias, “todos os relatórios de inteligência, ou informações produzidas ou recebidas pela Abin, ainda que informalmente, sobre negociações entre o governo Brasileiro e o governo da República do Paraguai que tenha qualquer correlação que envolva a Usina Hidrelétrica de Itaipu”.

A crise resulta do vazamento do depoimento de um funcionário da Abin à Polícia Federal (PF), publicado pelo portal UOL. Na oitiva, o servidor teria dito que a agência comanda há anos operações de invasão hacker aos sistemas paraguaios e de autoridades envolvidas nas negociações do Anexo C da Usina de Itaipu.

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Na última terça, o governo do Paraguai convocou o embaixador brasileiro no país, José Antônio Marcondes, para prestar esclarecimentos sobre o suposto monitoramento. A espionagem teria começado durante o mandato do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL), mas seguiu em andamento depois de Corrêa, escolhido do presidente Lula para a Abin, assumir a diretoria.

O Ministério Público paraguaio também abriu um inquérito sobre o caso, afirmando que as ações “teriam como objetivo obter informações confidenciais relacionadas às negociações tarifárias da Usina Hidrelétrica de Itaipu, afetando supostamente os gabinetes de altos funcionários nacionais, incluindo o Presidente da República, membros do Congresso, o corpo diplomático e autoridades da ANDE (Administración Nacional de Electricidad)”.



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