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Bitcoin e Solana são os destaques do mercado cripto para novembro; entenda o porquê | Criptomoedas

Tradicionalmente um mês marcado por valorização das criptomoedas, novembro deste ano ganhou um elemento a mais que deve repercutir fortemente no desempenho do setor: as eleições presidenciais nos Estados Unidos.

Com o resultado dando vitória ao candidato republicano, o ex-presidente Donald Trump, poucas horas após o final do pleito, o mercado cripto entrou em uma escaladaem boa medida já projetada pelos especialistasque tem levado o bitcoin a renovar máximas históricas consecutivamente.

Com a vitória de Trump, veremos uma alta mais forte e rápida do bitcoin”, comentou Theodoro Fleury, gestor e diretor de investimentos da QR Asset Management, acrescentando que outras criptomoedas deverão surfar nessa valorização, podendo até ultrapassar o desempenho da maior cripto em valor de mercado. “Desde o início de 2023, temos visto um mercado muito concentrado na performance do bitcoin, com poucos ativos se destacando, e isso pode mudar”, pontua.

Ainda que uma “altseason” esteja no radar, é preciso aguardar uma acomodação do preço do bitcoin e, muito provavelmente, uma queda com a realização de lucros. Altseason é nome dado ao período em que todas as demais criptomoedas – chamadas altcoins – têm valorizações acima da registrada pelo bitcoin.

Nesse contexto de cautela, oito casas especializadas, consultadas pelo Valor Investe, apontaram 20 criptos diferentes que podem se destacar este mês. É a menor variedade de projetos desde março, sendo que apenas cinco tiveram mais de duas citações.

O bitcoin (BTC), maior criptomoeda em valor de mercado, lidera o ranking pelo terceiro mês consecutivo, com sete menções, seguido por solana (SOL), com cinco citações. Finaliza o top 3 o estreante e praticamente desconhecido Bittensor (TAO), uma cripto voltada para projetos de desenvolvimento de Inteligência Artificial de forma colaborativa.

Confirmando as expectativas, o bitcoin entregou ganhos em outubro, com valorização acumulada de 14%, no período. E novembro, tradicionalmente também um mês de performance positiva, já começou com quebra de recordes de preço, repercutindo a eleição de Trump à Casa Branca.

Até ontem, a principal criptomoeda do mercado, marcava máxima histórica de US$ 76.900. Mas esse patamar já pode ter sido superado no momento desta publicação, já que as negociações funcionam 24 horas por dia.

Segundo especialistas, com o resultado eleitoral nos EUA, o cenário é favorável ao mercado cripto, ainda que possa haver uma forte volatilidade nos preços e no volume negociado, no curto prazo.

Valter Rabelo, chefe de ativos digitais da Empiricus Research, ressalta que o bitcoin já se consolidou como uma cripto “mais estável e estabelecida”, desempenhando um papel fundamental na dinâmica de ciclos de alta e baixa de todo o segmento. “O bitcoin tem atraído uma grande quantidade de investimentos institucionais, já fazendo parte do balanço patrimonial de grandes instituições financeiras, como o Goldman Sachs”, pontua.

Com o ciclo de corte nas taxas de juros nos Estados Unidos, avalia Rabelo, a tendência é de expansão de liquidez e novos fluxos de capital, principalmente para os ETFs (fundos de índice negociados em bolsa) de bitcoin, podendo levar a um novo rali de alta.

Ontem, o comitê de política monetária do Federal Reserve (Fed, o banco central americano) confirmou as expectativas e cortou a taxa básica de juros em 0,25 ponto percentual, para a faixa entre 4,5% a 4,75% ao ano.

Para Beto Fernandes, analista da Foxbit, há grande potencial para novas máximas históricas, com o aumento da demanda dos investidores institucionais e um recente aquecimento do varejo. “Os juros e a eleição norte-americana ainda têm potencial para trazer volatilidade, mas o desenvolvimento do comportamento do mercado com o ativo deixa o bitcoin em uma posição relativamente positiva para os próximos meses”, reitera.

Rony Szuster, analista do Mercado Bitcoin, destaca que, nesse cenário, o fluxo de capital para os ETFs negociados no mercado americano também vai contribuir para valorização do bitcoin nos próximos meses. Segundo ele, somente nas últimas semanas de outubro, houve a entrada de US$ 2 bilhões nos ETFs de bitcoin.

Desde o início do levantamento dos destaques mensais realizado pelo Valor Investe, em fevereiro, Solana (SOL) está presente em todos os Top 3, revezando posições, principalmente com sua concorrente direta Ethereum (ETH). Para novembro, ocupa a segunda posição. E Ethereum ficou de fora, com apenas uma citação este mês.

Rabelo reforça que as características técnicas da rede Solana, em que se destacam menor custo de taxas de utilização e maior rapidez de processamento, estão atraindo cada vez mais desenvolvedores de memecoins.

E para usar a rede, é preciso pagar em SOL.

Até ontem (7), a cripto registra uma valorização de 340%, em 12 meses. Só nesta primeira semana do mês, na esteira da forte alta do bitcoin, já acumula alta de 15%, negociada no patamar de US$ 190.

Solana vive um momento de alta, enquanto outros projetos semelhantes permanecem estáveis”, ressalta Daniel González, analista cripto na Bitso. “O valor econômico real da rede, medido pelas taxas de geração de receita, também está em níveis máximos históricos, impulsionados pelo volume de memecoins.”

Israel Buzaym, especialista em criptomoedas do Bitybank, destaca ainda que a institucionalização de Solana pode se tornar uma realidade muito em breve, tanto que já há três solicitações de grandes gestoras de ativos globais para aprovação de ETFs pela Securities and Exchange Commission (SEC, a comissão de valores mobiliários dos Estados Unidos). “Isso poderá aumentar a exposição de solana ao mercado tradicional, impulsionando sua demanda”, destaca.

No Brasil, já são listados e negociados dois ETFs de Solana na B3.

Szuster acrescenta ainda que Solana deve ter um impulso ainda mais forte com o lançamento de seu celular Seeker, com sistema Android, em meados do próximo ano.

Nem só ações de empresas ligadas a projetos de Inteligência Artificial (IA) estão surfando nessa nova onda tecnológica. Criptos também e, nesse caso, segundo os analistas uma das mais promissoras é a TAO, do projeto Bittensor.

Nessa rede, de código aberto, desenvolvedores e programadores do mundo todo podem criar e contribuir para a construção de uma rede de inteligência artificial descentralizada e acessível a todos. Os colaboradores do projeto recebem recompensas em TAO.

Atualmente, esse token está cotado em torno de US$ 500, com uma valorização de 300%, em 12 meses.

“A proposta inovadora do projeto e o entusiasmo em torno de novas aplicações de blockchain em IA e aprendizado de máquina têm atraído investidores, tornando o TAO uma opção promissora no mercado de ativos digitais”, aponta Buzaym.

Gabriel Lacerda, especialista da Transfero, acrescenta que o projeto também está atraindo atenção por sua abordagem voltada à governança e à descentralização em ambientes Web3, a nova geração da internet. “A Tao está aumentando a sua presença como uma infraestrutura ideal para sistemas de governança descentralizados, o que é visto como uma tendência essencial para o futuro das criptomoedas”, pontua.

Confira a íntegra dos destaques para novembro de cada casa

Bitso

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Bitcoin BTC
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Solana SOL
Cardano ADA

Bitybank

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Bittensor TAO

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Solana SOL
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MB

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Bitcoin BTC
Solana SOL
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Stacks STX

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Transfero

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Bittensor TAO
Paal AI PAAL
AIT Protocol AIT
Parcl PRCL
Clearpool CPOOL
— Foto: Michael Wuensch/Pixabay

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