POLÍTICA
General indiciado usou elogios do atual comandante…

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4 meses atrásem
Marcela Mattos
Dois meses antes de ser indiciado pela Polícia Federal, o general da reserva Estevam Theophilo recorreu a uma série de elogios feitos pelo atual comandante do Exército, general Tomás Paiva, para tentar se livrar das acusações de que articulou, ao lado de outros militares, um plano golpista para reverter o resultado das eleições de 2022.
O general Theophilo juntou às investigações, em setembro, um discurso de despedida feito pelo comandante em dezembro de 2023, quando o militar passou para a reserva – à época, o nome dele ainda não havia sido tornado público nas investigações. Theophilo foi alvo de busca e apreensão em fevereiro deste ano.
Ao despedir-se do colega de farda, o general Tomás Paiva apresentou um balanço da carreira militar e lembrou o episódio em que Theophilo “colocou em prática sua habilidade de negociação” quando foi feito prisioneiro por tropas sérvias enquanto cumpria missão na antiga Iugoslávia.
O comandante disse que Theophilo foi um militar “extremamente disciplinado, equilibrado em suas decisões e comprometido com a instituição”, que ele “demonstrou o verdadeiro valor do soldado” e “honrou as tradições” da força.
Como parte da estratégia, Theophilo já havia anexado ao processo testemunhos de outros militares, entre eles os ex-comandantes Marco Antônio Freire Gomes e Júlio Cesar de Arruda – nestes casos, as cartas foram feitas a pedido e especialmente para compor o processo.
Nos bastidores do Exército, o general sempre foi blindado das acusações e tido como um militar exemplar. Ele integrava o Alto Comando durante o governo de Jair Bolsonaro e, na gestão Lula, chegou a assumir por diversas vezes a posição de comandante interino durante as missões internacionais do general Tomás Paiva.
As investigações sobre o general Theophilo
O general Estevam Theophilo chefiou o Comando de Operações Terrestres (Coter) até o fim de 2023 e, nessa função, era responsável por indicar o emprego das tropas militares.
Ao fim das eleições, ele esteve ao menos três vezes no Palácio da Alvorada em reuniões com o ex-presidente Jair Bolsonaro. A PF investigou se, nesses encontros, o general se comprometeu a garantir o apoio militar em uma ação para reverter o resultado eleitoral. Ao mesmo tempo em que ocorria uma das reuniões, o ex-ajudante de ordens Mauro Cid relatou a um amigo, o coronel Bernardo Romão Corrêa Netto, que o general queria “fazer”, “mas desde que o presidente assine”.
Em depoimento à PF, o general rejeitou qualquer ação golpista e afirmou que todas as visitas a Bolsonaro foram relatadas ao general Freire Gomes – informação que foi negada pelo ex-comandante, que disse inclusive ter ficado “desconfortável” com a medida.
Em fevereiro, o general Theophilo foi um dos alvos da operação de busca e apreensão. O pedido da PF havia sido expedido em novembro — dias depois, ele foi transferido para a reserva. Ele foi indiciado ao lado de outras 36 pessoas na última quinta-feira, 21, pelos crimes de tentativa de golpe e de abolição do Estado democrático e organização criminosa.
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POLÍTICA
A preocupação de Lula com as eleições para o Senad…

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4 de abril de 2025
Nicholas Shores
Uma das preocupações que Lula abordou na conversa reservada com lideranças governistas do Senado na residência oficial de Davi Alcolumbre (União Brasil-AP) esta semana foi a formação das chapas majoritárias nos estados para as eleições de 2026.
O petista afirmou que quer acertar logo os nomes que vão ter seu apoio para se contrapor ao plano de Jair Bolsonaro (PL). O líder da extrema-direita quer eleger o maior número possível de aliados no Senado para poder votar o impeachment de ministros do STF.
Onze dos catorze senadores presentes no encontro de quarta precisarão disputar a reeleição no ano que vem para renovar os mandatos. As exceções são Alcolumbre, Efraim Filho (União Brasil-PB) e o presidente da Comissão de Constituição e Justiça (CCJ), Otto Alencar (PSD-BA).
Nesse ponto da conversa, ao falar sobre quem vai apoiar em cada estado, Lula citou nominalmente Eliziane Gama (PSD) no Maranhão e Leila Barros (PDT) no Distrito Federal.
Em outros casos, o petista disse que as negociações estão em andamento, como na Paraíba de Veneziano Vital do Rêgo (MDB) e em Sergipe, estado de Rogério Carvalho (PT).
Os senadores que participaram do encontro na quarta são:
- o presidente do Senado, Davi Alcolumbre (União Brasil-AP);
- o presidente da Comissão de Constituição e Justiça, Otto Alencar (PSD-BA);
- o presidente da Comissão de Assuntos Econômicos, Renan Calheiros (MDB-AL);
- o líder do governo no Senado, Jaques Wagner (PT-BA);
- o líder do governo no Congresso, Randolfe Rodrigues (PT-AP);
- o líder do PT, Rogério Carvalho (SE);
- o líder do MDB, Eduardo Braga (AM);
- o líder do União Brasil, Efraim Filho (PB);
- o líder do PSB, Cid Gomes (CE);
- o líder do PDT, Weverton Rocha (MA);
- o líder do Podemos, Carlos Viana (MG);
- o líder da maioria, Veneziano Vital do Rêgo (MDB-PB);
- a líder do bloco parlamentar PSD-PSB, Eliziane Gama (PSD-MA);
- e a líder da bancada feminina, Leila Barros (PDT-DF).
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As queixas que Lula ouviu de senadores — e o que e…

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4 de abril de 2025
Nicholas Shores
No encontro com senadores na residência oficial de Davi Alcolumbre (União Brasil-AP), o presidente Lula ouviu queixas de que falava mais com parlamentares em seus mandatos anteriores.
Acompanhado da ministra-chefe da Secretaria de Relações Institucionais (SRI), Gleisi Hoffmann, admitiu a falha e prometeu se envolver mais na articulação política.
Lula afirmou que sua agenda está sem espaço até a volta de sua viagem para Honduras na semana que vem, mas disse que, uma vez de volta ao país, vai marcar outro bate-papo com os senadores – desta vez, no Palácio da Alvorada.
Aproveitando a conversa reservada, as lideranças governistas fizeram coro para alertar o presidente sobre a necessidade de se esforçar mais para atrair o apoio de evangélicos.
Parte do bate-papo reservado passou por esboçar estratégias para a campanha à reeleição do petista, cujos índices de aprovação seguem, hoje, uma tendência de baixa, despertando preocupações entre aliados sobre como recuperar a popularidade de Lula.
Além de Gleisi e Alcolumbre, participaram do encontro com Lula na quarta-feira à noite:
- o presidente da Comissão de Constituição e Justiça, Otto Alencar (PSD-BA);
- o presidente da Comissão de Assuntos Econômicos, Renan Calheiros (MDB-AL);
- o líder do governo no Senado, Jaques Wagner (PT-BA);
- o líder do governo no Congresso, Randolfe Rodrigues (PT-AP);
- o líder do PT, Rogério Carvalho (SE);
- o líder do MDB, Eduardo Braga (AM);
- o líder do União Brasil, Efraim Filho (PB);
- o líder do PSB, Cid Gomes (CE);
- o líder do PDT, Weverton Rocha (MA);
- o líder do Podemos, Carlos Viana (MG);
- o líder da maioria, Veneziano Vital do Rêgo (MDB-PB);
- a líder do bloco parlamentar PSD-PSB, Eliziane Gama (PSD-MA);
- e a líder da bancada feminina, Leila Barros (PDT-DF).
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