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Imac capacita técnicos da Representação do Juruá para fortalecer atuação ambiental na região

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Janine Brasil
Com o objetivo de aprimorar a eficiência e a qualidade dos serviços ambientais na região do Vale do Juruá, o Instituto de Meio Ambiente do Acre (Imac), com o apoio da Secretaria de Estado do Meio Ambiente (Sema), está realizando ciclos de capacitações intensivas para servidores no interior.
A primeira fase de qualificação ocorre de 31 de março a 5 de abril, no Vale do Juruá, com a participação de técnicos que fazem parte da Representação do Juruá (REPJU). A atividade é realizada pela equipe da Diretoria de Licenciamento Ambiental de Atividades Rurais, Florestais e Fauna (DLAARFF).
O presidente da autarquia, André Hassem, explica que entre os principais objetivos da capacitação estão o aprimoramento, eficiência e qualidade dos serviços ambientais prestados no Vale do Juruá. “O curso intensivo aborda desde sistemas de licenciamento e geoprocessamento até práticas de campo para vistorias e fiscalização, incluindo treinamento em sistemas de monitoramento”, disse o gestor da autarquia.
O treinamento tem como foco capacitar a equipe nas atividades essenciais de análise de informações, interpretação de dados, preparação para vistorias e práticas de campo.
“É comum ocorrer mudanças e atualizações tanto nos procedimentos quanto nas normas regulamentares que disciplinam o fluxo das atividades dentro de um órgão ou instituição e no Imac não é diferente. E essas mudanças precisam ser repassadas aos núcleos subordinados. É importante esse nivelamento feito através dos cursos promovidos pelo Imac sede, pois é uma oportunidade de alinhar a análise da documentação e instrução processual, de modo que seja possível seguir certa padronização nos serviços prestados pelo núcleo e Imac sede”, disse a servidora e engenheira agrônoma Céliana Barbosa.

A diretora da DLAARFF, Ana Paula Souza, disse que a abertura do curso, realizada na última segunda-feira, 31, teve o objetivo de falar sobre a melhoria contínua dos processos de licenciamento e monitoramento ambiental, além da uniformização dos procedimentos, por meio da troca de experiências entre os participantes.
“O objetivo geral foi garantir que os técnicos estejam plenamente habilitados para a emissão precisa e qualificada de declarações, licenças e para a realização de um monitoramento ambiental eficaz, destacando a importância da confiabilidade das informações em documentos oficiais, planejamento, inteligência de dados, execução e registro de informações”, complementou.
A programação detalhada incluiu módulos essenciais para a rotina dos técnicos, com aulas teóricas e exercícios práticos ministrados por instrutores. Foram abordados desde os fundamentos e funcionalidades básicas até análises de relatórios e estudos de caso complexos, simulando processos reais de licenciamento e fiscalização.
Dentre as atividades, foi realizado um embasamento teórico e legal sobre a fiscalização ambiental, abordando desde a base legal – Decreto n° 6.514/08 – e os princípios do direito ambiental, até os procedimentos corretos para a lavratura de autos de infração, detalhando seus elementos essenciais e a análise dos principais tipos de infrações contra fauna, flora e relativas à poluição.

Além disso, foi destacada a importância crucial do planejamento eficaz das ações de fiscalização, detalhando as fases do processo, desde a análise da demanda e inteligência geográfica até a execução em campo, coleta de provas e documentação final, com ênfase na padronização de procedimentos e na segurança da equipe.
As atividades incluem desde carregar dados vetoriais, limites, cadastro Ambiental Rural (CAR), áreas licenciadas/embargadas e imagens de satélite até realizar a análise e interpretação geoespacial.

A Sema, na quarta-feira, 2, contribuiu apresentando informações para melhorar a compreensão da Plataforma Integrada de Monitoramento Ambiental (PCigma). Foi abordado também o preenchimento das informações no Sistema de Controle de Infrações Ambientais (Sicam) e explicado porque essas informações sistematizadas são imprescindíveis para gerar uma base consolidada de dados, vinculada às metas do Plano de Prevenção e Controle do Desmatamento e Queimadas do Acre (PPCDQ-AC) e do Programa REM (REDD+ for EarlyMovers) na redução das emissões de CO2 e na eficiência das áreas fiscalizadas do estado.
A equipe do Imac realizou atividades práticas de análise voltadas para o licenciamento de marcenarias, depósitos, produção de carvão e pátios externos.

Foram feitas, ainda, atividades práticas intensivas. Os técnicos foram a campo para fazer simulações de vistoria prévia e fiscalização, aplicando diretamente os conhecimentos adquiridos. Ministram a capacitação pelo Imac a diretora da DLAARFF, Ana Paula Souza; Pedro Farias e Cristiane Oliveira, do Departamento de Licenciamento Ambiental de Atividades Rurais e Florestais; Saine Kador e Ivan de Jesus, da Divisão de Controle Ambiental; e Rosângela Rocha, chefe do Departamento de Representações Regionais. Pela Sema, Quelyson Souza, coordenador do Programa REM, também agregou ao conteúdo apresentado.
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Governo e Prefeitura de Cruzeiro do Sul promovem caminhada de conscientização do autismo

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4 de abril de 2025
Aline Querolaine
Para marcar o encerramento da Semana de Conscientização do Autismo, o governo do Acre, a Prefeitura de Cruzeiro do Sul e diversos parceiros promoveram, na manhã desta sexta-feira, 4, uma caminhada alusiva ao Dia Mundial da Conscientização do Autismo, celebrado em 2 de abril. O evento reuniu famílias, profissionais da área da saúde e educação, além de membros da Associação de Pais e Amigos de Pessoas com Autismo (Apaa), que participaram ativamente das atividades organizadas ao longo da semana.
A programação especial teve como objetivo levar informação à população sobre o transtorno do espectro autista (TEA), promovendo mais inclusão, respeito e políticas públicas voltadas para essa parcela da sociedade.
O presidente da Apaa, Peter Rogers, destacou a importância de iniciativas como essa para dar visibilidade à causa. “A caminhada e todas as ações realizadas nesta semana foram fundamentais para sensibilizar a sociedade e reforçar a necessidade de políticas públicas eficazes. O autismo não é uma doença, mas uma condição que precisa ser compreendida, para que possamos garantir os direitos e a inclusão das pessoas com TEA”, afirmou.

A professora Cibele Clemente, mãe de uma criança com autismo, compartilhou sua experiência e enfatizou os desafios enfrentados pelas famílias. “O diagnóstico precoce e o acesso a terapias especializadas são fundamentais para o desenvolvimento das crianças autistas. Muitas mães ainda encontram dificuldades em obter apoio e atendimento adequado. Por isso, ações como essa são tão importantes, pois trazem informação e ajudam a construir uma sociedade mais inclusiva”, ressaltou.

O que é o transtorno do espectro autista (TEA)?
O transtorno do espectro autista (TEA) é uma condição do neurodesenvolvimento caracterizada por desafios na comunicação, interação social e padrões de comportamento repetitivos ou restritos. A intensidade e as manifestações variam de pessoa para pessoa, tornando o espectro bastante amplo.

Causas e prevalência
Embora não haja uma causa única definida, estudos indicam que fatores genéticos e ambientais podem influenciar o desenvolvimento do autismo. De acordo com a Organização Mundial da Saúde (OMS), estima-se que uma em cada cem crianças no mundo seja diagnosticada com TEA.
Sinais de alerta
Os primeiros sinais do autismo costumam aparecer nos primeiros anos de vida. Alguns indícios incluem:
- Dificuldade na interação social, como falta de contato visual e resposta ao chamado pelo nome;
- Atraso ou ausência de fala e comunicação não verbal limitada;
- Interesse intenso e fixo por determinados objetos ou temas;
- Movimentos repetitivos, como balançar as mãos ou alinhar brinquedos de maneira obsessiva;
- Sensibilidade aumentada a estímulos sensoriais, como sons, luzes ou texturas.
Direitos da pessoa com autismo
No Brasil, a Lei nº 12.764/2012 instituiu a Política Nacional de Proteção dos Direitos da Pessoa com Transtorno do Espectro Autista, garantindo o acesso a educação, saúde, trabalho e inclusão social. Além disso, pessoas com TEA têm direito a atendimento especializado no Sistema Único de Saúde (SUS), prioridade em filas e isenção de alguns tributos na aquisição de veículos.
A caminhada realizada em Cruzeiro do Sul mostra a necessidade de ampliar o debate e garantir que pessoas com autismo tenham seus direitos assegurados, promovendo uma sociedade mais acessível e inclusiva.
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Defesa Agropecuária capacita agentes indígenas e estudantes da regional Tarauacá-Envira para combater praga de mandarová

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4 de abril de 2025
Fabiana Matos
Diante dos ataques de lagartas ocorridos em terras indígenas dos municípios de Feijó e Tarauacá, foi criado, por meio da Portaria Sepi nº 8, de 10 de fevereiro de 2025, um grupo de trabalho para monitoramento e combate à praga mandarová, envolvendo representantes do Instituto de Defesa Agropecuária e Florestal do Acre (Idaf/AC), das secretarias de Estado de Povos Indígenas (Sepi) e de Agricultura (Seagri), da Empresa de Assistência Técnica e Extensão Rural do Acre (Emater) e da Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária (Embrapa), que se reuniram para debater ações emergenciais.
Durante toda esta semana, técnicos do Idaf promoveram uma série de ações educativas, aplicando um curso de formação de multiplicadores para agentes agroflorestais das comunidades afetadas, capacitando os indígenas para identificar a praga, entender seu ciclo de vida e aplicar as melhores práticas de monitoramento e controle. A função dos multiplicadores é replicar o conhecimento adquirido para os demais produtores das suas aldeias e comunidades.
Foram formados cerca de 50 agentes agroflorestais e 200 estudantes, que passam a compor uma rede de disseminação de conhecimento, transmitindo as informações do curso oferecido pelo Idaf. A participação ativa dos agentes agroflorestais indígenas é essencial para o sucesso das iniciativas de controle do mandarová, já que essas lideranças locais desempenham um papel crucial no monitoramento das plantações e na disseminação de informações sobre boas práticas agrícolas entre os membros de suas comunidades.
“Durante o curso, os participantes relataram os prejuízos e o Idaf apresentou técnicas de combate ao mandarová, tanto com inseticidas naturais como com armadilhas e ações para serem utilizadas em cada fase do inseto”, explica a auditora fiscal estadual agropecuária do Idaf, Ligiane Amorim.
Também conhecido como lagarta da mandioca, o mandarová é um das principais responsáveis pelos prejuízos nas lavouras de mandioca do Acre, promovendo severo desfolhamento e danos indiretos aos plantios. À medida que a lagarta cresce, consome cada vez mais as folhas, comprometendo o desenvolvimento das raízes da planta e, por consequência, a produtividade. O ciclo de vida da praga, que inclui sua transformação em mariposa, facilita a intensa propagação, tornando o controle ainda mais desafiador.
A capacitação e o conhecimento compartilhado sobre o ciclo de vida da praga faz parte do Plano Estadual de Prevenção e Controle do Mandarová, elaborado pelo Idaf, que menciona estratégias de controle e o uso de técnicas sustentáveis para garantir a proteção da cadeia da mandiocultura, principal produto agrícola do estado, que gera as farinhas com Selo de Indicação Geográfica no Juruá, farinha milito, goma e demais subprodutos, que são a base da alimentação dos povos indígenas e dos acreanos de um modo geral.

Em Tarauacá
A iniciativa do Idaf reuniu na Colônia 27, em Tarauacá, cerca de 17 agentes agroflorestais indígenas, provenientes de quatro terras indígenas, que receberam a capacitação.
“Quando vimos o ataque, logo pedimos ajuda, porque a mandioca é nossa refeição diária. Entramos em contato com a Sepi e foi aí que o governo do Acre e o Idaf vieram até nós”, relatou o cacique Assis Kaxinawá, líder da colônia.
Na oportunidade, também foi aplicada a capacitação para estudantes do Instituto Federal do Acre (Ifac) e da Escola Rural 15 de Julho, no Acuraua.

“Promover esse tipo de palestras para estudantes que vivem no campo com certeza fortalecerá a plantação de vários alimentos na região”, explica Hellen Calixto, coordenadora da 15 de Julho, ressaltando a importância de levar esses conhecimentos técnicos aos jovens que estão diretamente envolvidos com a agricultura familiar e práticas de cultivo na zona rural.

Segundo o estudante Francisco Ferreira, do curso de Agricultura do Ifac, participar do curso é uma oportunidade valiosa para aumentar seu conhecimento sobre o tema. “Claramente é um assunto muito importante, já que tenho família de agricultores que passam por essa dificuldade. A partir de agora, vou repassar tudo o que aprendi aqui”, disse.
Em Feijó
A presença do Idaf e da Assessoria de Gestão da Sepi foi fundamental para fornecer a assistência técnica necessária para o controle e combate da praga.
Na Aldeia Morada Nova, na Terra Indígena Katukina-Kaxinawá em Feijó, foram reunidos os povos Shanenawa e Huni Kuim para aprender sobre o manejo das lavouras, práticas de monitoramento e controle das pragas.

Para a cacique da Aldeia Indígena Shaneshuã, Maria Valdenira Machú, a capacitação promovida pelo Idaf foi fundamental para a comunidade indígena: “Estar aqui é muito importante, ainda mais por se tratar do alimento que sustenta a aldeia. Aqui aprendi a ter mais cuidado com a plantação, e o impacto direto que o curso de combate ao mandarová tem para as práticas agrícolas tradicionais de sua comunidade”.
Nos últimos anos, a equipe técnica do Idaf tem intensificado suas ações educativas e treinamentos em diversas localidades do Acre, alcançando aldeias indígenas, áreas rurais e comunidades agrícolas, com iniciativas para que os participantes aprendem não apenas as técnicas de controle manual, como a coleta das lagartas, mas também a utilizar métodos biológicos e sustentáveis para mitigar os danos causados pela praga, além de métodos preventivos, como o monitoramento constante das plantações.
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Governo e Prefeitura de Rio Branco reforçam parcerias em benefício do estado e dos municípios

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4 de abril de 2025
Dilma Tavares
Reforço nas parcerias em benefício do estado e dos municípios foi o objetivo da reunião entre o secretário da Representação do Governo do Acre em Brasília (Repac), Fabio Rueda, e o prefeito de Rio Branco, Tião Bocalom, realizada nesta quinta-feira, 3, na sede da Repac, em Brasília (DF). Entre os assuntos, foram discutidas soluções para o problema dos lixões a céu aberto e a implantação de aterros sanitários no estado.
“É importante esse alinhamento entre o governo do Estado e a Prefeitura de Rio Branco, para que se possa atender às demandas municipais e estaduais como um todo”, destacou o secretário. Rueda também entregou ao prefeito o portfólio do governo com o balanço das iniciativas realizadas no estado desde a primeira gestão do governador Gladson Camelí até 2024.

O prefeito Bocalom, que preside a Associação dos Municípios do Acre (Amac), aproveitou para agradecer o apoio do governo às prefeituras, por meio da Repac, incluindo a busca conjunta de soluções para os lixões.
Citou como exemplo o apoio dado ao acordo de cooperação assinado recentemente, em Santa Catarina, por prefeitos locais e acreanos, via consórcios intermunicipais, que visa implantar aterros sanitários no Acre. O secretário Rueda participou do evento e conheceu a experiência positiva no tratamento de resíduos sólidos de coleta seletiva desenvolvida naquele estado, para avaliar aplicações no Acre.

“Eu não pude ir, mas o secretário Rueda acompanhou prefeitos do estado, com o senador Márcio Bittar, para verificar o modelo que eles [gestores catarinenses] têm no tratamento de resíduos sólidos, então só tenho que agradecer”, disse Bocalom, que também conheceu e destacou a importância das novas instalações da Repac. “É um local que o governo e as prefeituras merecem e em que cabe todo mundo”, afirmou.
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