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Kherson resume desafios para a Rússia no sul da Ucrânia – 15/11/2024 – Mundo

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Igor Gielow

Principal rota de acesso à Crimeia a partir daquilo que foi o sul ucraniano, Guenitchesk é uma cidade que resume as dificuldades da operação militar para manter firme a ponte terrestre ligando a península à Rússia continental.

O estabelecimento desse eixo é uma das maiores vitórias estratégicas de Vladimir Putin na guerra que disparou ao invadir a Ucrânia em 24 de fevereiro de 2022. Até então, a Crimeia, anexada sem um tiro em 2014, dependia de uma ponte para manter sua conexão ativa com a nova administração.

Só que, sendo ponte, passou a ser um alvo constante de mísseis e drones da Ucrânia na guerra. Putin começou a trabalhar num ramal ferroviário de 300 km seguindo a costa do mar de Azov, e reformou a rodovia M-14, no mesmo caminho.

Ambas as vias levam a Kherson, a região mais ocidental anexada por Putin em 2022. Ali, Guenitchesk repousava relativamente intocada pela guerra, após ser tomada por forças que subiram o istmo que a separa da Crimeia no primeiro dia do conflito.

A expulsão dos russos da capital homônima da região, em 11 de novembro de 2022, estabeleceu uma nova realidade. A administração de Moscou foi toda transferida para a cidadezinha, que tinha 19 mil habitantes quando a guerra estourou, 80% deles ucranianos étnicos segundo Kiev.

O clima contrasta brutalmente com o de Donetsk, o bastião russo sob controle de separatistas pró-Moscou desde 2014, uma cidade que tem celebrado o afastamento da linha de frente com o avanço do Kremlin na região.

Com menos ênfase, a mesma tranquilidade relativa se vê em Melitopol, a capital russa de Zaporíjia. Lá, cervejarias artesanais se enfileiram na avenida principal, e segundo moradores alguns de seus mais ávidos frequentadores vêm justamente de Kherson.

Isso se explica pelas regras draconianas, e mutáveis, de venda de bebida alcoólica na região. Quando a Folha visitou Guenitchesk, no fim de outubro, era possível comprar cerveja nas raras lojas de conveniência —algo que, segundo os vendedores, estava vetado até duas semanas antes.

A prefeitura local tem sacos de areia nas janelas superiores, indicando o temor de ataques com drones. Eles são frequentes: perto das 22h de 30 de outubro, a reportagem estava em um hotel de praia no subúrbio da cidade quando tudo tremeu em uma forte explosão.

Os hóspedes, a maioria soldados deslocados no ambiente com anões de jardim e um enorme flamingo inflável, correram para ver o ocorrido, a tempo de discernir no céu noturno os rastros de dois foguetes do sistema antiaéreo Pantsir-S1 posicionado não distante dali.

O cotidiano traz uma presença mais intensa de militares, com postos de controle mais frequentes nas junções estratégicas da cidade. E há relatos da presença de resistência ativa entre moradores da região.

“Há canais de Telegram de moradores que foram embora, que usam informantes locais para espionar a gente”, diz Olga Iavorskaia, 49, que lidera um grupo de voluntários distribuindo ajuda na região. “Até meio-dia, dá para trabalhar, depois os drones dificultam.”

Ela conta que nas regiões mais próximas do rio Dnieper, que faz a linha de frente na região e foi alargado pela destruição da barragem de Nova Kakhovka no ano passado, só é possível chegar com escolta militar.

Iavorskaia tem lado, tanto que uma foto sua é justaposta à de Putin no galpão lotado de roupas, remédios e alguns itens de propaganda russa. Ela diz que virou alvo da resistência, e teve de ir à polícia quando pegou pessoas filmando seu carro e casa, onde mora com marido e filho.

A guerra e a anexação geraram fenômenos diversos. O tráfico de maconha, erva endêmica na região, foi suprimido. Já o mercado clandestino de caviar e carne de esturjão floresceu, devido à queda na pesca oficial do peixe no mar de Azov. Um pote de 50 gramas, que em Moscou sai por quase R$ 500, ali é vendido por um décimo do preço.

A chefe da Comissão Eleitoral de Kherson, Marina Zakharova, vê apoio grande à presença russa, mas concede que “é preciso ganhar corações e mentes” na região, que, diferentemente de Donetsk, ainda guarda muitos sinais da administração de Kiev.

Várias lojas ainda têm cartazes em ucraniano, e placas de carros do agora país vizinho são comuns. A Rússia já introduziu a sua placa, mas a adoção é paulatina. E o governo de Volodimir Zelenski se faz presente de forma inusitada: pagando pensões.

Mesmo com a guerra, Kiev não deixou de depositar os valores, seja em contas ainda acessíveis aos locais, seja em cheques pelo correio. Assim, muitos aposentados aumentaram sua renda, sem exatamente se queixar.

Não funciona assim em todas as regiões, contudo. Em Zatchatovki, na divisa entre Donetsk e Zaporíjia, três aposentadas contam, enquanto servem uma saborosa sopa de galinha, que tiveram de trocar de Estado provedor: ao menos o negócio não foi ruim, dizem, dado que Kiev pagava o equivalente a R$ 930 mensais, e Moscou, a R$ 1.470.

Segundo Iulia, 63, Luda, 62 e Davalia, 72, a presença de soldados nas ruas é desagradável, mas “sempre foi assim” —ao lado da pequena igreja de que tomam conta, há um monumento sobre a Segunda Guerra Mundial com um tanque T-34.

Elas são voluntárias numa das quatro paróquias tocadas pelo padre ortodoxo Serguei, que também aponta melhoria econômica na região. “Aqui é uma região de ucranianos vindos do leste, e dos 800 moradores, uns 200 ficaram. Mas muitos foram procurar emprego em Mariupol”, disse, em referência à cidade destruída em reconstrução a 70 km dali.



Leia Mais: Folha

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Sem fim da crise política da Sérvia à vista – DW – 04/04/2025

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Sem fim da crise política da Sérvia à vista - DW - 04/04/2025

Quase meio ano depois O colapso do dossel na entrada da estação ferroviária de Novi Sad conquistou 16 vidas, protestos em Sérvia entraram em uma fase de manobra estratégica entre o governo e o movimento estudantil.

Apesar do Protesto maciço em Belgrado em 15 de marçoque trouxe mais de 300.000 pessoas para as ruas, as demandas dos estudantes por responsabilidade criminal e política sobre o colapso do dossel ainda estão em desacordo com as manobras políticas das autoridades.

“Atualmente, estamos em uma fase em que ambos os lados estão jogando o jogo de paciência, esperando alguém fazer um movimento errado neste jogo de nervos, enquanto reavalia simultaneamente as decisões que precisam ser tomadas”, disse Bojan Klacar, diretor executivo do Centro de Eleições e Democracia Livre (CESID).

O governo avança com um novo movimento

Klacar acredita que o governo concluirá esta fase com a nomeação de um novo gabinete, seguindo o Renúncia do Primeiro Ministro Milos Vucevic em 28 de janeiro.

Um policial em equipamentos de tumulto fica entre duas vans da polícia, enfrentando uma grande multidão de manifestantes acenando bandeiras e segurando faixas. Belgrado, Sérvia, 8 de março de 2025
Os policiais sérvios bloqueiam uma ponte à medida que estudantes e cidadãos marcam para protestar contra a morte das vítimas do colapso do dossel na estação ferroviária de Novi Sad em novembro passadoImagem: Darko Vojinovic/AP/Picture Alliance

As consultas sobre o novo governo já começaram, e o presidente parlamentar Ana Brnabic anunciou que, se o acordo não for alcançado até 18 de abril, novas eleições serão solicitadas para o início de junho.

Enquanto isso, Presidente Aleksandar Vucic Mais uma vez jogou a carta de formar um “movimento para o povo e o estado”.

Uma ‘atmosfera de festival’ prometida para o lançamento

“É hora de canalizar a grande força de nosso povo e unir toda a sabedoria e patriotismo de nossos cidadãos, para que possamos moldar o futuro que todos queremos”, disse Vucic no Instagram após uma reunião sobre a formação do novo movimento.

O movimento será lançado oficialmente em uma grande reunião em Belgrado De 11 a 13 de abril. Segundo Brnabic, o evento terá uma atmosfera de festival e apresentará comida, bebida, apresentações culturais e uma vitrine do potencial turístico da Sérvia.

Os cidadãos também poderão ingressar oficialmente no movimento, escrever cartas ao Presidente Vucic e até “enviar críticas a funcionários em todos os níveis do governo”.

Repressão de oponentes

Ao oferecer otimismo a seus apoiadores, o governo está levando os dentes aos manifestantes.

O presidente sérvio Aleksandar Vucic olha além da câmera. Atrás dele estão as bandeiras da Sérvia e da UE, Belgrado, Sérvia, 1 de abril de 2025
O presidente sérvio Aleksandar Vucic respondeu aos protestos anunciando o estabelecimento de um ‘movimento para o povo e o estado’Imagem: Darko Vojinovic/AP/Picture Alliance

Depois de interromper os salários para professores do ensino fundamental e médio que participaram de greves, as autoridades agora estão mirando professores universitários.

O professor Vladimir Mihic, da Faculdade de Filosofia da Universidade de Novi, disse à DW que recebeu apenas 23 dinares (20 centavos) como a segunda metade de seu salário de fevereiro.

“Depois de 15 de março, o governo simplesmente começou a perder o controle. Desde que não provocou derramamento de sangue, impor um estado de emergência e, como o presidente disse, ‘encerrará os protestos’, a próxima fase é a repressão aberta de quem se opõe a ela”, disse ele.

Além dos cortes salariais, Mihic diz que essa repressão assume a forma de prisão e detenção de estudantes e ativistas, a apresentação de acusações criminais contra reitores e até ataques físicos.

Ataques físicos

A atmosfera no país em geral é tensa. Na quinta -feira passada, um grupo de estudantes foi atacado em Novi SAD. Dois sofreram ferimentos leves, enquanto um ficou gravemente ferido e hospitalizado.

Dois dias depois, Natalija Jovanovic, decano da Faculdade de Filosofia em Nis, foi atacado com uma faca. Os vídeos que circulavam nas mídias sociais gravados por espectadores capturaram o agressor ameaçando Jovanovic, dizendo: “Eu quero te matar” e acusá -la de “arruinar a vida de sua neta”.

Jovanovic estava entre os primeiros líderes universitários da Sérvia a apoiar os protestos e bloqueios estudantis. Desde então, ela tem sido alvo de tablóides pró-governo, que a rotularam de “instigador de uma gangue de bandidos e fascistas” e a acusou de “incitar a agitação”.

Um passo mais perto de exigir um governo de transição

Mas os manifestantes também estão mantendo a pressão.

Todas as tentativas de funcionários do partido governantes de aparecer em público foram recebidas com manifestações, assobios e, em alguns casos, ovos jogados em funcionários e membros do Partido Progressista Sérvio (SNS).

Assembléias de estudantes Não endossa essas táticas, pedindo aos cidadãos que se organizem nas reuniões da comunidade local.

Embora os alunos tenham evitado até agora pedindo abertamente a mudança de regime, as discussões sobre como levar os protestos ao próximo nível e articular demandas políticas específicas se tornaram mais frequentes, uma vez que o Demonstração de Belgrado em 15 de março.

Os relatórios da mídia indicam que algumas assembléias já votaram em uma proposta para um “governo especializado”, embora o plano permaneça não revelado até que o consenso seja alcançado entre todas as faculdades que protestam.

Dois estudantes sérvios em capacetes, equipamentos de ciclismo e coletes amarelos de alta visita ao sorriso enquanto pedalam de braço ao longo de uma estrada entre multidões de torcedores e apoiadores de palmas
Como parte de sua série de protestos em andamento, dezenas de estudantes sérvios deixaram Novi SAD em 3 de abril para um ciclo de 12 dias para Estrasburgo, FrançaImagem: Andrej Isakovic/AFP

Uma proposta semelhante já foi apresentada pelos partidos da oposição e pela iniciativa não partidária “Proglas”.

Os dias do governo são numerados?

Embora Klacar acredite que esse movimento seja necessário, ele se preocupa que chegue tarde demais e deveria ter chegado quando os protestos estavam no auge.

“Não tenho certeza de que o governo queira fazer mais do que já fez em relação às demandas”, disse Klacar. “Provavelmente fará concessões indiretas para neutralizar os protestos – talvez mudando o pessoal do governo, alterando certas políticas e nomeando figuras com diferentes origens profissionais”.

Professor Mihic, no entanto, acredita que os dias do SNS são numerados.

“Os regimes autocráticos sempre se tornam cada vez mais repressivos e agressivos no final de seu governo. Essa repressão deve nos encorajar. Isso mostra que esse regime está em seu tiro final. Acredito que não sobreviverá nos próximos meses”, disse ele à DW.

Ciclismo para Estrasburgo

Os alunos também estão, pela primeira vez, buscando aliados na Europa também. Oitenta estudantes partiram no início da quinta -feira para pedalar para Strasbourg, onde planejam apresentar suas demandas ao Conselho da Europa e destacar o fracasso das instituições sérvias em responder.

Um grupo de estudantes sérvios em capacetes, equipamentos de ciclismo e coletes amarelos de alta visita se preparam para começar sua viagem de bicicleta no campus da Universidade Sad Sad, na Sérvia para Strasbourg, na França
Os estudantes esperam que sua bicicleta de maratona passe pelo continente chamar a atenção da Europa para a luta contra a corrupçãoImagem: Andrej Isakovic/AFP

A viagem de 1.300 quilômetros deve levar cerca de 12 dias e levará os alunos a Budapeste em HungriaViena, Linz e Salzburgo em Áustriae Munique, Augsburg, Ulm e Stuttgart em Alemanha.

Klacar acredita que o passeio pode aumentar a conscientização em certos círculos europeus sobre a crise política da Sérvia, potencialmente minando a legitimidade internacional do governo.

“Mas em termos de se essa ação será um ponto de virada para os protestos ou mudará a posição da UE na Sérvia – não tenho certeza”, disse ele.

“A União Europeia tem sido muito clara e precisa em seus relatórios oficiais sobre a situação na Sérvia, particularmente no relatório de progresso”, acrescentou. “Mas não é realista esperar que a UE assuma posições radicais contra seus parceiros. Sérvia é, afinal, um parceiro da UE – especialmente quando nenhuma alternativa política clara ainda surgiu dentro do país”.

E, de acordo com Klacar, a formação de uma alternativa tão política na Sérvia ainda está muito longe.

Editado por: Aingeal Flanagan

Sérvios saem em vigor em protestos antigovernamentais

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Como o turismo dos EUA é afetado pelas políticas de Trump – DW – 04/04/2025

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Como o turismo dos EUA é afetado pelas políticas de Trump - DW - 04/04/2025

Herbert Bopp não planeja viajar para o NÓS Em breve. “Por décadas, estávamos entre os que adoravam visitar o país vizinho ao sul”, escreve o nativo alemão em seu blog.

A Bopp mora no Canadá há muitos anos. Desde que Trump assumiu o cargo em janeiro, ele interrompeu seus planos de viagem nos EUA por protesto.

“Ele quer fazer do Canadá o 51º estado, insulta nosso primeiro -ministro e ridiculariza qualquer coisa que cheira a xarope de bordo”, diz Bopp. “Devemos apoiar alguém assim com nossa multa Dólares canadenses? Certamente não. “

Nos últimos meses, Trump começou um guerra comercial com seu aliado ao norte, ameaçando colocar Tarifas sobre importações canadenses.

O homem de 76 anos não é o único viajante estrangeiro desinteressado em ir para os EUA em breve. De acordo com dados de Statistics Canadao número de canadenses que retornam de uma viagem aos EUA de carro em fevereiro foi 23% menor do que um ano atrás.

A Associação de Viagens dos EUA, uma organização sem fins lucrativos que representa a indústria de viagens nos EUA, sentiu-se compelida a apontar a importância dos viajantes canadenses para a economia dos EUA à luz do crescente conflito. “Canadá é a principal fonte de visitantes internacionais dos Estados Unidos “, escreveu a organização em um comunicado à imprensa.

No ano passado, 20,4 milhões de viajantes do país vizinho gastaram um total de US $ 20,5 bilhões durante sua estadia, apoiando 140.000 empregos nos EUA, continuou a organização. Quando solicitado a mais comentários, um representante da associação diminuiu.

Os turistas ficam em frente ao infame suspiro de Hollywood em Los Angeles.
Alguns turistas do exterior estão reconsiderando seus planos de férias nos EUAImagem: Barbara Munker/DPA/Picture Alliance

A indústria do turismo nos EUA espera um boom

Na década seguinte, os EUA turismo A indústria espera um boom. O país será o anfitrião do Copa do Mundo da FIFA em 2026 (em conjunto com o Canadá e México), enquanto os Jogos Olímpicos de Verão serão realizados em Los Angeles em 2028. A Copa do Mundo de Rugby também será realizada nos EUA em 2031.

Antes de Trump assumir o cargo no início deste ano, a indústria do turismo dos EUA já estava vendo menos viajantes do exterior. De acordo com as estatísticas oficiais do Escritório Nacional de Viagens e Turismo dos EUA, os EUA contaram pouco mais de 72 milhões de chegadas internacionais nos EUA em 2024. Em 2018 e 2019, o número era de cerca de 80 milhões. França e EspanhaEnquanto isso, ultrapassaram os EUA como os destinos de viagem mais populares do mundo.

Em termos de quem está viajando para os EUA, depois que os canadenses, os mexicanos compõem o segundo maior grupo de visitantes dos Estados Unidos, com pouco menos de 17 milhões de pessoas, seguidas pelo Reino Unido (4 milhões), índios (2,2 milhões) e alemães (2 milhões). Naturalmente, a indústria do turismo espera manter o número de visitantes altos, mas o momento não poderia ser pior.

O governo Trump anunciou que está considerando impedir a entrada nos EUA de cidadãos cujos países não atendem aos seus padrões de verificação, introduziram uma política de visto mais restritiva, além de controles de entrada mais rigorosos e uma política de deportação mais rigorosa.

Vários cidadãos alemães foram negados a entrada e detenção na chegada aos EUA. A artista de tatuagem de Berlim, de 29 anos, Jessica Brösche, foi levada sob custódia pela Alfândega e Proteção de Fronteiras dos EUA e mantida em um Centro de Detenção de Imigração e Alfândega (ICE) por mais de seis semanas depois de tentar atravessar os EUA de Tijuana, México.

Pessoas andando ao lado de uma placa lendo a Alfândega e a proteção de fronteiras dos EUA no aeroporto de Newark.
Os controles de fronteira tornaram -se mais rigorosos sob o novo governo TrumpImagem: Nicolas Economou/Nurphoto/Picture Alliance

Como resultado, o Ministério das Relações Exteriores federais em Berlim é Agora, informando os viajantes alemães sobre os requisitos mais rígidos. “Uma condenação criminal nos Estados Unidos, informações falsas sobre o objetivo de permanência, ou mesmo uma ligeira distância do visto após a entrada ou saída, pode levar à prisão, detenção e deportação após a entrada ou saída”, diz informações no site do ministério.

O governo alemão também emitiu um aviso para transgêneros E cidadãos e moradores não binários que planejam visitar os EUA, dizendo que qualquer pessoa cujo passaporte contém o marcador de gênero “X”, ou cuja entrada de gênero difere da entrada de gênero dada no nascimento, deve entrar em contato com uma missão diplomática dos EUA antes de viajar.

Como um de seus primeiros atos oficiais, o presidente dos EUA, Donald Trump, assinou uma ordem executiva em janeiro que oficialmente reconhece apenas dois sexos biológicos Nos EUA – masculino e feminino.

Canadá, o México promete retaliar contra as tarifas de Trump

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Os operadores turísticos dos EUA veem menos demanda

Timo Kohlenberg, diretor -gerente da America Unlimited, uma operadora turística que organiza viagens aos EUA e Canadá, notou que menos alemães estão interessados ​​em sair de férias nos EUA.

“Houve uma queda notável na demanda desde março”, diz ele. Ele está cada vez mais informado pelos clientes que eles preferem ir para o Canadá desta vez, citando as políticas atuais dos EUA.

No entanto, Martin Lohmann, da organização de pesquisa Forschungsgeminschaft Urlaub Und Reisen, que estuda os padrões de viagem de turistas há décadas, não acha que essa será uma tendência significativa.

Ele diz que a história mostrou que a maioria dos viajantes não é influenciada por eventos políticos ao escolher um destino de férias. “Já tivemos quatro anos de Trump”, diz Lohmann. “Isso também não teve um grande impacto no turismo”.

Em partes dos EUA que são destinos de férias populares para os canadenses, as coisas certamente parecem diferentes.

No estado de Vermont, por exemplo, que faz fronteira com o Canadá, a mídia local relatou ele com massa de canadenses cancelando suas viagens em protesto contra Trump e suas políticas.

O blogueiro Herbert Bopp está entre eles. Ele sente pena dos americanos que não apoiam as ações do presidente, mas também são afetados pelos boicotes dos canadenses, mas ele ainda quer “enviar uma mensagem” pulando viagens aos EUA – pelo menos no futuro próximo.

Este artigo foi traduzido do alemão.

O que os canadenses realmente pensam sobre Trump?

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Juiz dos EUA Ordens de retorno de deportado erro

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Juiz dos EUA Ordens de retorno de deportado erro

Um juiz federal dos EUA decidiu na sexta -feira que o Trunfo administração deve devolver um Salvadoren migrante que foi deportado erroneamente para uma prisão notória em seu país de origem.

O homem de 29 anos morava no estado de Maryland. Ele estava entre um grupo de migrantes principalmente consultados que foram deportados para El Salvador em 15 de março.

Os advogados do Departamento de Justiça dos EUA admitiram em documentos judiciais que Abrego Garcia havia sido deportado devido a um “erro administrativo”.

O migrante de Salvadorenho é casado com um cidadão dos EUA. Ele viveu no país legalmente com uma permissão de trabalho.

As autoridades dos EUA usando alegações erradas para deportar migrantes?

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‘Sem disputa’ de erro

Segundo a juíza distrital Paula Xinis, o homem salvadoreiano foi detido “sem base legal” e deportado “sem mais processo ou justificativa legal”.

Ele foi enviado ao notório centro de confinamento de terrorismo de El Salvador (CECOT).

O juiz ordenou que seu retorno dos EUA o mais tardar em 7 de abril e disse que sua presença em El Salvador “constitui danos irreparáveis”.

O advogado do governo dos EUA disse que, embora “não haja disputa” de que o homem não deveria ter sido deportado, o governo argumentou que não tem autoridade legal para trazê -lo de volta aos EUA.

Os advogados do homem salvadoreiro rejeitaram essa alegação.

“Eles o colocaram lá, podem trazê -lo de volta”, um membro de sua equipe jurídica em comunicado.

Os supostos membros de gangues foram enviados para uma prisão notória em El Salvador
Os supostos membros de gangues foram enviados para uma prisão notória em El SalvadorImagem: Presidência Secretária de Imprensa/Reuters

O juiz Xinis concordou.

“Por que os EUA não conseguem recuperar ele?” ela perguntou.

O advogado representando o governo dos EUA dizendo que havia feito ao governo essa pergunta, mas não recebeu uma resposta que achou satisfatório.

Violação da ordem judicial?

A decisão foi o mais recente revés legal das políticas de deportação do governo Trump, como parte das quais três planos de migrantes foram deportados para El Salvador no mês passado alegados laços com gangues criminosas.

Um juiz em Washington disse que há uma “probabilidade justa” do governo Trump violou a decisão do tribunal Isso ordenou o bloqueio temporário da deportação de supostos membros de gangues venezuelanos sob uma lei raramente invocada do século XVIII.

Como o tribunal tomou a decisão, os dois primeiros aviões que carregavam os deportados já estavam a caminho de El Salvador, com eles continuando em sua rota original, apesar da decisão do tribunal.

Nota do editor: A DW segue o código da imprensa alemão, que enfatiza a importância de proteger a privacidade de suspeitos de criminosos ou vítimas e nos obriga a abster -se de revelar nomes completos nesses casos.

Editado por: Zac Crellin



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