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MP faz operação contra suspeitos ligados a Rogério Andrade – 18/12/2024 – Cotidiano

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MP faz operação contra suspeitos ligados a Rogério Andrade - 18/12/2024 - Cotidiano

Bruna Fantti

A Promotoria do Rio de Janeiro faz nesta quarta-feira (18) uma operação contra um policial militar e o presidente da escola de samba Mocidade Independente de Padre Miguel, investigados na morte do ex-presidente da Portela e candidato a vereador Marcos Falcon, em 2016.

A operação é comandada pelo Gaeco (Grupo de Atuação Especializada de Combate ao Crime Organizado) do Ministério Público fluminense, com apoio da CSI (Coordenadoria de Segurança e Inteligência). Os mandados foram expedidos pela 2ª Vara Criminal da Capital e são cumpridos em endereços na Barra da Tijuca, Jacarepaguá e Madureira.

Os alvos são Flávio da Silva Santos, o Flávio da Mocidade, presidente da agremiação, e o policial militar Fábio da Silva Cavalcanti, do 18° BPM (Jacarepaguá). Flávio foi preso em outubro, na mesma operação que prendeu o contraventor Rogério de Andrade, patrono da Mocidade. O presidente e o policial são ligados a Rogério, segundo as investigações.

As defesas dos alvos da operação não foram encontradas até a publicação deste texto.

A investigação aponta que havia conflitos entre Falcon e Rogério de Andrade. A Promotoria enumera episódios como o assassinato de Geraldo Antônio Pereira, amigo próximo de Falcon e rival de Rogério, em 2016; a possibilidade de que Falcon e Geraldo planejaram matar Rogério; e a suspeita de que Falcon participara de um atentado a bomba que matou um dos filhos de Rogério, em 2010.

Falcon era presidente da Portela em setembro de 2016, quando foi morto. No ano seguinte, Portela e Mocidade dividiram o título do carnaval —a Portela vencera a Mocidade por um décimo, mas a escola de Padre Miguel entrou com recurso por conta de um equívoco de um julgador e o campeonato foi dividido.

Falcon, candidato a vereador pelo PP, foi assassinado dentro de seu comitê de campanha, em Madureira. Dois homens encapuzados entraram no local e fizeram os disparos.

Segundo os promotores de Justiça, um dos alvos da operação desta quarta, braço direito de Rogério, tinha ao menos duas fotografias do corpo de Falcon, feitas logo após a morte. Uma outra imagem armazenada era de uma urna eletrônica que exibia o número de campanha e a foto de Falcon —ele morreu a uma semana da eleição.

A investigação também encontrou prints de mensagens suspeitas armazenadas pelo policial militar Anselmo Dionísio das Neves, o Peixinho, denunciado pelo Gaeco por fraude processual em 2023.

Anselmo teria retirado um dos celulares de Falcon do local do crime, interferindo na investigação, segundo promotores. O Gaeco também tem indícios do elo entre Peixinho e o PM Fábio da Silva.

Fábio é, segundo a Promotoria, um dos responsáveis por herdar os negócios deixados por Falcon após a morte, principalmente as atividades no Campo do Falcon, uma praça no bairro de Oswaldo Cruz, na zona norte, batizada com o nome do ex-presidente da Portela desde antes da morte.





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Braga Netto troca de advogado 4 dias após prisão – 18/12/2024 – Brasília Hoje

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Braga Netto troca de advogado 4 dias após prisão - 18/12/2024 - Brasília Hoje

Quatro dias após ser preso preventivamente pela Polícia Federal, o general Walter Braga Netto mudou a equipe que faz sua defesa. O militar, preso sob a acusação de obstruir as investigações sobre a trama golpista de 2022, destituiu o advogado Luis Prata, que respondia por sua defesa desde fevereiro.

Para seu lugar, foi contratado o advogado José Luis Oliveira Lima, um dos criminalistas mais conhecidos do país.

Oliveira Lima, o Juca, já defendeu nomes como José Dirceu, no processo do mensalão. Braga Netto nomeou em procuração Juca e o advogado Rodrigo Nascimento Dall’Acqua nesta terça (17).

O general, ex-ministro do governo Jair Bolsonaro (PL) e também candidato a vice na chapa derrotada de 2022, foi preso na manhã de sábado (14). Endereços ligados a ele também foram alvo de buscas e apreensões.

Braga Netto estava em sua casa no Rio de Janeiro quando foi preso pela Polícia Federal. Ele ficará detido no quartel da 1ª Divisão de Exército, também no Rio —a organização é subordinada ao Comando Militar do Leste, órgão que foi chefiado pelo próprio Braga Netto de 2016 a 2019. A prisão preventiva não tem prazo para acabar.

A operação foi pedida pela PF e autorizada pelo ministro Alexandre de Moraes, do STF (Supremo Tribunal Federal), com aval da PGR (Procuradoria-Geral da República).

No sábado, a defesa do general da reserva, ainda sob a liderança de Prata, negou em nota que ele tenha obstruído as investigações e que isso será provado. Em manifestação anterior, ele afirmou que “nunca se tratou de golpe, e muito menos de plano de assassinar alguém”.

As suspeitas relacionadas à tentativa de interferir nas investigações vêm sendo acumuladas desde setembro de 2023, quando o tenente-coronel Mauro Cid teve homologado seu acordo de colaboração premiada no STF.

O próprio Cid relatou, em depoimento, que Braga Netto procurou diretamente seu pai, o general Mauro Lourena Cid, para pedir detalhes do que ele havia falado na colaboração premiada.

A PF também diz que Braga Netto foi quem “obteve e entregou os recursos necessários” para um plano para matar, em 2022, o então presidente eleito, Lula (PT), o vice, Geraldo Alckmin (PSB), e Moraes.

Esse plano teria sido discutido na casa do general da reserva em Brasília.

A afirmação foi feita após Mauro Cid detalhar, em depoimento, que o general entregou dinheiro em espécie, guardado em uma sacola de vinho, para o tenente-coronel Rafael de Oliveira —indiciado por ser um dos executores do plano Punhal Verde e Amarelo, do general Mario Fernandes, que foi colocado em ação em 15 de dezembro de 2022 para matar ou prender Alexandre de Moraes.O plano acabou abortado, com os militares já posicionados, por orientação de um dos chefes do grupo.


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MP denuncia 20 torcedores do Palmeiras por emboscada

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MP denuncia 20 torcedores do Palmeiras por emboscada

Elaine Patrícia Cruz – Repórter da Agência Brasil

Nesta quarta-feira (18), o Ministério Público denunciou 20 integrantes da torcida organizada Mancha Alvi Verde, do Palmeiras, que estariam envolvidas no ataque a dois ônibus de torcedores do Cruzeiro. A emboscada, como a Polícia Civil tem chamado o episódio, aconteceu no dia 27 de novembro na Rodovia Fernão Dias, em Mairiporã, na Grande São Paulo, e resultou na morte de um integrante da torcida Máfia Azul, do Cruzeiro.

A morte de José Vitor Miranda dos Santos, informou o Ministério Público, foi causada por traumatismo cranioencefálico, em decorrência de golpes desferidos com instrumento contundente.

De acordo com o Ministério Público, os torcedores que foram denunciados hoje assumiram “o risco de resultado homicida, por motivo torpe, com emprego de meio cruel e de meio que possa resultar em perigo comum, e mediante recurso que dificultou a defesa da vítima”. Por isso, os membros do Ministério Público solicitaram a prisão preventiva de todos os denunciados, argumentando que “soltos, os denunciados sem dúvida irão planejar novos delitos em face de torcedores do clube rival, colocando toda a sociedade em risco”.

O ataque ocorreu quando os torcedores mineiros retornavam para Belo Horizonte, após jogo contra o Athletico Paranaense, em Curitiba. Na ocasião, um dos ônibus com torcedores do Cruzeiro foi incendiado e, o outro, depredado. Além do torcedor que morreu, outros ficaram feridos. Segundo a polícia, barras de ferro, pedaços de madeira, fogos de artifício e rojões foram apreendidos no local.

Até agora, 15 pessoas suspeitas de envolvimento na emboscada já foram presas pela polícia.



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Conspiradores de atentados em Bali foram transferidos de Guantánamo para a Malásia após confissão de culpa | Baía de Guantánamo

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Conspiradores de atentados em Bali foram transferidos de Guantánamo para a Malásia após confissão de culpa | Baía de Guantánamo

Associated Press in Washington

Os EUA transferiram dois detidos malaios do Baía de Guantánamo prisão militar para o seu país de origem, depois de se declararem culpados de acusações relacionadas com o ataque mortal de 2002 Bali atentados e concordou em testemunhar contra o alegado líder desse e de outros ataques.

Os promotores dizem que Mohammed Farik bin Amin e Mohammed Nazir bin Lep trabalharam durante anos com Encep Nurjaman, conhecido como Hambali, e o líder indonésio da filial da Al Qaeda, Jemaah Islamiyah. Os dois homens ajudaram Nurjaman a escapar da captura após os atentados de 12 de outubro de 2002 que mataram 202 pessoas em duas casas noturnas em Bali, disseram autoridades norte-americanas.

Os dois homens confessaram-se culpados de conspiração e outras acusações em janeiro. A transferência ocorre depois de fornecerem depoimentos que os promotores planejam usar no futuro contra Nurjaman, o suposto mentor, disse o Pentágono em comunicado na quarta-feira.

Nurjaman é sob custódia em Guantánamo aguardando o reinício das audiências pré-julgamento em Janeiro envolvendo os atentados bombistas de Bali e outros ataques.

A transferência dos dois homens malaios deixou 27 detidos sob custódia na base naval dos EUA em Baía de Guantánamo. O presidente George W Bush criou um tribunal militar e uma prisão após os ataques da Al Qaeda de 11 de setembro de 2001 aos EUA.

No auge, Guantánamo deteve centenas de homens, a maioria muçulmanos, na “guerra ao terror” das forças armadas dos EUA após os ataques de 11 de Setembro.

Apenas dois dos homens em Guantánamo cumprem pena. A acusação nos EUA de sete outros actualmente acusados ​​foi retardada por obstáculos legais – incluindo os apresentados pela tortura dos homens nos seus primeiros anos sob custódia da CIA – e por dificuldades logísticas.

Na terça-feira, as autoridades dos EUA repatriaram sem acusação um homem queniano, Mohammed Abdul Malik Bajabu, após 17 anos em Guantánamo.

Sua libertação deixa outros 15 homens nunca acusados ​​aguardando libertação. Os EUA procuram países adequados e estáveis ​​dispostos a aceitá-los. Muitos são do Iémen, um país dividido pela guerra e dominado por um grupo militante aliado do Irão.

A Amnistia Internacional instou Joe Biden a pôr fim à detenção daqueles homens nunca acusados ​​antes de deixar o cargo. Caso contrário, afirmou o grupo de direitos humanos num comunicado, “ele continuará a assumir a responsabilidade pela prática abominável de detenção indefinida sem acusação ou julgamento pelo governo dos EUA”.



Leia Mais: The Guardian



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