Durante programação da 10ª edição do Prêmio de Jornalismo, o Ministério Público do Estado do Acre (MPAC) promoveu, na quinta-feira, 12, workshop para debater mecanismos de combate à disseminação de notícias falsas.
Intitulado “Pós-Verdade: Como sobreviver à era das Fake News”, o workshop foi ministrado pelo jornalista Daniel Adjuto, um dos nomes da nova geração do jornalismo brasileiro. Contratado pela CNN Brasil para comandar um telejornal direto de Brasília, Adjuto trabalhava até há pouco tempo como apresentador do SBT Brasil.
Voltado aos profissionais de comunicação, estudantes e sociedade em geral, o evento trouxe à luz uma problemática atual que vem preocupando autoridades, instituições da Justiça e o próprio jornalismo profissional.
A procuradora-geral de Justiça, Kátia Rejane de Araújo Rodrigues, o presidente da Assembleia Legislativa do Acre, Nicolau Júnior, a diretora do Centro de Estudos e Aperfeiçoamento Funcional (Ceaf), procuradora de Justiça Patrícia Rêgo, e a diretora de Comunicação do MPAC, Kelly Souza, fizeram a abertura do evento.
Kátia Rejane compartilhou a alegria de realizar mais uma edição do Prêmio de Jornalismo, uma iniciativa que visa reconhecer e valorizar o trabalho dos profissionais da imprensa acreana. Destacou a relevância do tema debatido e agradeceu os parceiros.
“Quando assumi a Procuradoria-Geral, firmei o compromisso de continuarmos realizando o Prêmio de Jornalismo, e hoje chegamos a sua décima edição. O trabalho da imprensa tem contribuído muito com a disseminação das diversas ações desenvolvidas pelo Ministério Público, noticiadas de forma fidedigna à nossa sociedade. Agradeço a parceria dos profissionais da imprensa, aos veículos de comunicação, à Assembleia Legislativa e a todos que colaboram na realização deste evento”, discursou.
A procuradora-geral disse ainda que, com a utilização recorrente das novas mídias, a disseminação de notícias falsas traz enormes desafios à ética de forma geral e à qualidade de conteúdo, por isso tal debate é importante para produzir reflexões e achar mecanismos de combate a esse fenômeno da era digital conhecido por fake news.
Para o jornalista convidado, o momento exige a valorização das boas práticas de jornalismo e alerta para o mal causado com a propagação de notícias falsas. “Precisamos cada vez mais valorizar o bom jornalismo e acabar com as informações falsas que chegam às pessoas que não têm consciência deste mal. O mais importante, para mim, é combater as fake news que atingem a saúde das pessoas. Quando elas percebem que o prejuízo é maior, passam a checar todo tipo de informação”, disse Adjuto.