POLÍTICA
Múcio deve escapar de depor no STF em favor de min…

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Marcela Mattos
Após ser instaurada a ação penal para investigar uma tentativa de golpe no país, os advogados dos primeiros oito acusados se debruçam sobre estratégias que sejam capazes de mudar o rumo das investigações no Supremo Tribunal Federal. Conforme reportagem desta edição de VEJA, as defesas estão olhando com lupa as milhares de páginas do inquérito, as longas horas de vídeos da delação premiada firmada por Mauro Cid e procuram lacunas e contradições nos depoimentos do tenente-coronel e de outros militares.
Eles também planejam inquirir Mauro Cid e chamar como testemunhas de defesa pessoas que acompanharam de alguma maneira os últimos momentos do governo de Jair Bolsonaro. Em alguns casos, esses depoimentos podem causar dor de cabeça.
O ex-ministro da Defesa Paulo Sérgio Nogueira, um dos réu no julgamento do Supremo, escalou entre as testemunhas o seu sucessor na pasta, o ministro José Múcio Monteiro. A indicação foi feita na defesa preliminar protocolada na Corte no início de março. Nogueira também alçou como testemunhas os ex-comandantes do Exército Marco Antônio Freire Gomes e da Aeronáutica Carlos de Almeida Baptista Júnior. Não há, no parecer, a motivação para o pedido de depoimento do trio.
Sabe-se, porém, que eles tiveram algumas reuniões no fim de 2022, momento em que o então presidente Jair Bolsonaro pressionava para que as Forças Armadas endossassem um decreto que levasse os militares às ruas e que poderia reverter o resultado eleitoral. Em depoimento à Polícia Federal, os chefes do Exército e da Aeronáutica contaram que foram submetidos à proposta diretamente pelo presidente e, depois, pelo então ministro da Defesa.
Já Múcio jamais teve de se manifestar no âmbito do inquérito. Em conversas, ele conta que enfrentou dificuldades durante a transição de governo para se aproximar dos então comandantes das Forças Armadas. Em busca de alguém para fazer essa ponte, ele procurou Bolsonaro e o então ministro da Defesa.
À época, não se tinha conhecimento sobre as negociações golpistas em andamento e tampouco os ataques do 8 de janeiro de 2023 tinham acontecido. Apesar disso, o depoimento de um ministro do governo Lula em favor de um dos acusados certamente causará algum desgaste político.
Nos bastidores, trabalha-se para evitar o constrangimento – e, ao que tudo indica, deve dar certo. Nos últimos dias, chegou a José Múcio a informação de que ele será poupado e terá seu nome retirado da lista de testemunhas de seu antecessor. Questionado, o advogado de Paulo Sérgio preferiu não se manifestar.
As acusações contra o ex-ministro da Defesa
A denúncia apresentada pela Procuradoria-Geral da República indicou que Paulo Sérgio Nogueira convocou em 14 de dezembro de 2022 uma reunião com os então comandantes das Forças Armadas para apresentar uma nova versão de um “decreto golpista” após a derrota de Bolsonaro. O documento previa a decretação de um Estado de defesa e a criação da Comissão de Regularidade Eleitoral com o objetivo de apurar o resultado da eleição de 2022.
Em depoimento à Polícia Federal, o ex-chefe da FAB, agora chamado por Nogueira como testemunha, disse que afirmou ao ministro que a força “não admitiria um golpe de Estado”.
Além disso, foi sob a gestão de Nogueira que o Ministério da Defesa mudou um relatório sobre as urnas eletrônicas – pressionado por Bolsonaro, o general da reserva alterou o parecer, que inicialmente apontou que a pasta não havia encontrado nenhuma fraude, mas foi validado constando que não tinha sido descartada a possibilidade de irregularidades.
Em defesa prévia encaminhada ao Supremo, o advogado de Nogueira apontou para uma sequência de supostos erros semânticos e temporais na peça da PGR, disse que foi o militar que evitou que inserisse em documento da Defesa que houve fraude nas eleições e ressaltou que o delator Mauro Cid classificou o então ministro da Defesa como contrário ao golpe e a qualquer radicalismo. “O que é verdadeiro, preciso e insofismável é que o general Paulo Sérgio é manifestamente inocente”, diz a defesa do militar na peça.
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POLÍTICA
Na Paulista, Michelle ergue batom e faz apelo a Fu…

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6 de abril de 2025
Da Redação
A ex-primeira-dama Michelle Bolsonaro participou neste domingo, 6, de ato pró-anistia na Avenida Paulista, em São Paulo. Sobre o carro de som, Michelle se emocionou, pediu perdão à cabeleireira Débora Rodrigues, que virou símbolo bolsonarista na campanha para reverter as duras penas aplicadas aos vândalos do 8 de janeiro, e fez um apelo ao ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Luiz Fux, o único que indicou publicamente rever a pena de 14 anos imposta à Débora.
A manifestação deste domingo foi a primeira realizada após o ex-presidente Jair Bolsonaro virar réu no STF por tentativa de golpe de Estado. Ao lado do marido, Michelle afirmou que o país passa por um momento de injustiça e que “a balança tem pesado apenas para um lado”.
Michelle também puxou um “batonzaço”, pedindo para que as demais participantes erguessem o objeto, em homenagem a Débora, que ficou presa por dois anos e agora cumpre prisão em regime domiciliar por ter escrito de batom “Perdeu, mané” em uma estátua diante do Supremo.
“Já era para a nossa querida Débora estar quite com a Justiça. Por que um pichador, um grafiteiro, pode cumprir pena de três meses em liberdade e por que tanta maldade e crueldade com essa mulher?”, disse Michelle. “Foram apagadas as marcas do monumento, mas as marcas profundas causadas na vida dessa mulher, da sua família e todas as mães, todos os homens que estão presos injustamente, essas marcas não serão apagadas”, continuou.
A ex-primeira-dama citou o ministro Luiz Fux, que paralisou o julgamento de Débora e indicou que vai dar um voto divergente do apresentado pelo ministro Alexandre de Moraes, que pediu 14 anos de prisão à cabeleireira. “Luiz Fux, eu sei que o senhor é um juiz de carreira e o senhor não vai jogar o seu nome da lama”, disse Michelle. Ela também citou uma idosa de 64 anos que está presa e doente e rogou ao ministro que não a deixe morrer.
Oração pela família de Alexandre de Moraes
A ex-primeira-dama também disse que, enquanto Bolsonaro era presidente, ela orava por ministros do STF em uma sala dentro do Palácio da Alvorada.
“Nós orávamos por todos os ministros do STF. Quantas vezes nós oramos pela senhora Viviane, esposa de Moraes, e pelos seus filhos. E hoje nós vemos que eles não têm a capacidade de se colocar no lugar de uma mãe e de um pai que estão sofrendo”, disse Michelle.
Ela também citou Eduardo Bolsonaro, que pediu licença do mandato de deputado federal e foi morar nos Estados Unidos em busca que alguma ajuda da Casa Branca para pressionar o Judiciário Brasileiro. “Duda está mandando a mensagem para o mundo da injustiça que estamos passando no nosso Brasil. Força, Eduardo”, disse Michelle. Em seguida, ela disse que não houve golpe no Brasil e puxou o o coro “Anistia, já”.
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Thomas Traumann
A oposição cometeu dois dos seus maiores erros desde o início do governo Lula e saiu ilesa, por enquanto. Na quarta-feira (2), horas antes de Donald Trump anunciar o tarifaço que pode gerar uma recessão global, Jair Bolsonaro postou um longo texto no X priorizando os interesses dos Estados Unidos sobre os do Brasil. Na quinta-feira (3), o presidente do PP, senador Ciro Nogueira, anunciou um texto alternativo ao projeto de reforma do imposto de renda defendendo os 140.000 brasileiros que ganham entre R$ 600 mil e R$ 1,5 milhão por ano.
Em condições normais, ter o seu maior adversário se colocando ao lado de interesses estrangeiros e um dos líderes da oposição apoiando os interesses dos mais ricos seria uma chance imperdível para o governo Lula se mostrar nacionalista e defensor dos mais pobres. Mas, ao que parece, o governo Lula nunca perde a oportunidade de perder uma oportunidade.
No texto em que confunde a Curva de Lafer com “Laifer”, Bolsonaro escreve que o “Presidente Donald J. Trump está apenas protegendo o seu país deste vírus socialista (as tarifas), dobrar a aposta e escalar a crise com o nosso 2º maior parceiro comercial não é uma resposta sábia”. Horas antes do post de Bolsonaro, o Senado havia aprovado projeto relatado pela sua ex-ministra da Agricultura, Teresa Cristina, autorizando justamente isso, uma escalada de retaliações para proteger os interesses brasileiros. No dia seguinte, a proposta foi aprovada na Câmara por consenso de todos os partidos.
Bolsonaro afirmou que “a única resposta razoável à tarifação recíproca dos Estados Unidos é o governo Lula extinguir a mentalidade socialista que impõe grandes tarifas aos produtos americanos, inviabilizando o povo brasileiro de ter acesso a produtos de qualidade mais baratos”, medida que (1) ele não tomou no seu mandato; (2) quebraria a indústria nacional e (3) inviabilizaria a produção etanol e de laranja no País.
A comparação das propostas de Fernando Haddad e Ciro Nogueira para a reforma do IR parece meme esquerdista no qual a oposição só se interessa pelos mais ricos. No projeto de Haddad, a taxação começa em 2,5% para quem ganha mais de R$ 600 mil/ano, pula para 7,5% para mais de R$ 1 milhão e chega a 10% para R$ 1,2 milhão. No texto de Ciro Nogueira, a proposta começa com 4% para quem acumula R$ 1,8 milhão. Numa das versões do texto, só quem ganha mais de R$ 2,4 milhões/ano pagaria imposto.
Ao invés de aproveitar a oportunidade para um contra-ataque depois de meses apanhando, o governo Lula promoveu na quinta-feira um atrasado balanço dos dois anos de mandato. Foi constrangedor. No momento em que o governo parece atolado numa areia movediça de más notícias, o evento afirmava que nunca os brasileiros viveram tão bem. A desconexão com a realidade lembrou os comerciais ufanistas do governo Dilma Rousseff na Copa das Confederações, em junho de 2013. Enquanto milhões de brasileiros protestavam nas ruas, o governo gastava milhões de reais em propaganda afirmando que “a alegria vai contagiar a Pátria de Chuteiras”. Em um mês, a aprovação do governo caiu 30 pontos.
“Quando 80% dos entrevistados em todo o país dizem que Lula precisa fazer diferente do que vem fazendo, o mais prudente parece ser ouvir e entender, e não dizer que o problema é de comunicação — que há algo de maravilhoso que ninguém consegue entender ou valorizar como deveria. O risco é não convencer ninguém e ainda soar teimoso ou arrogante”, escreveu Vera Magalhães, em O Globo.
O governo Lula erra ao achar que o seu maior problema é a falta de percepção do eleitor sobre todas as boas realizações. O problema do governo é mais sério do que apenas a comunicação. É a desconexão do governo com a realidade a ponto de não perceber até mesmo oportunidades quando a oposição erra.
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POLÍTICA
Boulos responde Nikolas: ‘Anistiar golpe de Estado…

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6 de abril de 2025
Juliana Elias
A guerra política nas redes sociais segue ganhando relevância. Depois de mais um vídeo publicado pelo deputado federal Nikolas Ferreira (PL-MG) viralizar na sexta-feira, desta vez defendendo a anistia aos envolvidos nos atos golpistas de 8 de janeiro, o deputado federal do PSOL Guilherme Boulos divulgou a sua resposta em seus perfis neste sábado 7.
O que o Nikolas Ferreira não te contou. pic.twitter.com/CrMW5FsJsP
— Guilherme Boulos (@GuilhermeBoulos) April 5, 2025
Enquanto a postagem de Nikolas defende a inocência das pessoas ligadas às manifestações que invadiram a Praça dos Três Poderes em 2023, como a cabelereira Débora dos Santos, o vídeo de Boulos vai no sentido de reforçar os vínculos da tentativa de golpe com a ditura militar vivida pelo Brasil entre as décadas de 1960 e 1980, além de defender que o discurso de anistia seja uma estratégia das lideranças à direita para inocentar, principalmente, os cabeças do movimento, o que inclui nomes tão graúdos quanto o do ex-presidente Jair Bolsonaro.
“Eles dizem que a proposta da anistia foi feita por razões humanitárias, pensando nos aminfestantes do 8 de janeiro que estão presos. O que eles não querem que você saiba é que o projeto que fizeram prevê anistia, ou seja, perdão, de todos os crimes políticos cometidos a partir de 30 de outrobro de 2022, o dia da eleição”, diz Boulos, vestido em uma camiseta presta como a de Nikolas, mas em um fundo branco, e não preto, como o do opositor. “A defesa dos condenados do 8 de janeiro é só um bode expiatório para perdoar o Bolsonaro (…). O objetivo não é salvar a mulher do batom, é salvar o Bolsonaro da cadeia”, continua Boulos.
O deputado mais votado de São Paulo menciona as omissões e envolvimento nos atos do 8 de janeiro de pessoas ligadas ao governo de Bolsonaro como o ex-ministro da Justiça Anderson Torres, a ex-delegada da Polícia Federal Marília Alencar, além de mencionar policiais que foram feridos na tentativa de contenção das invasões. Também relembra crimes famosos cometidos durante a ditadura militar que nunca tiveram seus responsáveis punidos, caso do assassinato do jornalista Vladimir Herzog e a estilista Zuzu Angel, bem como seu filho Stuart Angel.
“O Brasil ja perdoou crimes demais”, diz Boulos. “Anistiar quem planejou e executou um golpe de Estado é dizer que vale tudo, desde que você tenha força política. A justiça não pode ser vingança, mas também não pode ser esquecimento. Um país sério não pode premiar que tenta destruí-lo.”
Em pouco menos de 24 horas no ar, a publicações de Boulos no X conta 400 mil visualizações. O vídeo de Nikolas, o deputado mais votado do país, na mesma rede, onde está no ar há três dias, tem até agora 2 milhões de acessos.
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