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Rochas desafiam a gravidade e ajudam a entender terremotos – 13/12/2024 – Ciência

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Richard Fisher

A impressão é que elas podem cair com um simples espirro.

Em todo o mundo, milhares de rochas em equilíbrio precário estão empoleiradas em estranhas posições, prestes a cair. Antes consideradas simples curiosidades geológicas, elas agora estão aumentando nosso conhecimento sobre o risco de terremotos.

Esses rochedos delicadamente posicionados que, teimosamente, permanecem de pé oferecem a oportunidade de estudar as profundezas da história, desde muito antes que os modernos sismômetros pudessem avaliar a movimentação do solo.

“As únicas testemunhas que podemos consultar são essas rochas precárias”, afirma o geólogo Dylan Rood, do Imperial College de Londres. “Elas são as testemunhas daquilo que aconteceu um dia.”

As rochas em equilíbrio precário permitem que nós nos preparemos para o futuro, melhorando os mapas de risco de terremotos que servem de base para os planos de desastres, prêmios de seguro e códigos de construção civil.

Essas rochas instáveis, que desafiam a gravidade, chegam até a ajudar os engenheiros a avaliar o estresse depositado sobre as usinas nucleares, depósitos de resíduos radioativos e imensas represas.

Fragilidade

As rochas em equilíbrio precário pertencem a uma categoria de formação de terrenos chamada “fraturas geológicas frágeis”. Algumas delas surgiram devido à erosão, como os arcos de rochas ou pináculos, em forma de torres.

O Parque Nacional dos Arcos, no Estado americano de Utah, abriga milhares dessas formações. Nelas, a água da chuva ou a ação de congelamento e descongelamento desgastou o calcário até que ele chegasse ao ponto de colapso iminente.

No litoral, o mar pode escavar formações geológicas frágeis na forma de penhascos. Eles formam arcos que, um dia, irão desabar, deixando os rochedos na costa. Um dos mais conhecidos do mundo é o Old Man of Hoy, nas ilhas Orkney, na Escócia, muito apreciado pelos alpinistas.

Outras formações geológicas frágeis crescem ao longo do tempo, como as estalactites ou estalagmites. Em alguns casos, estas formações que parecem pingentes de gelo chegam a atingir vários metros de comprimento e peso considerável. Mas seu diâmetro não ultrapassa o de um braço humano.

Todas essas formações são impressionantes, mas os rochedos em equilíbrio precário são particularmente fotogênicos. Eles parecem monumentos megalíticos, colocados sobre um pequeno poleiro por alguma divindade ou civilização antiga.

É possível encontrá-las em todo o mundo. As rochas Brimham, em Yorkshire, na Inglaterra; a Bola de Manteiga de Krishna, na Índia; e Kummakivi, na Finlândia, são apenas alguns exemplos.

Nos Estados Unidos, elas estão espalhadas por diversos estados, desde as rochas Metolius, em Oregon, até a rocha Bubble, no Maine.

E, em certos países, essas rochas chegam a adquirir significado religioso. Os fiéis budistas da Rocha Dourada, em Mianmar, cobriram a pedra com revestimento dourado. Eles acreditam que um fio de cabelo do Buda evita a queda da formação.

Os rochedos precários mantêm seu delicado equilíbrio por dois motivos.

Em alguns casos, as geleiras carregaram as rochas e as depositaram em posições estranhas. As florestas do nordeste dos Estados Unidos, por exemplo, abrigam diversas dessas chamadas pedras erráticas.

Em outros casos, os rochedos parecem simplesmente terem sido colocados em um poleiro. O que aconteceu, na verdade, é que a sua base sofreu erosão gradualmente, até se tornar um pescoço estreito.

Janelas para a história

Os turistas costumam visitar os rochedos em equilíbrio precário para tirar selfies. Mas os sismólogos admiram essas rochas por outras razões. Elas podem revelar a atividade sísmica local em um passado distante.

Para entender melhor, precisamos voltar ao início dos anos 1990. Naquela época, os geólogos observaram um padrão curioso nos rochedos precários dos estados americanos da Califórnia e de Nevada: geralmente, havia poucos deles perto dos limites das falhas geológicas.

Esta observação gerou uma ideia. Talvez as rochas pudessem revelar informações sobre os movimentos sísmicos do passado, antes da invenção dos precisos sismômetros modernos. Se um rochedo precário for encontrado em uma região —e é possível imaginar há quanto tempo ele está ali, prestes a cair— isso significa que o terreno não se movimentou o suficiente para derrubá-lo.

Um dos primeiros rochedos a serem analisados desta forma foi a rocha Omak, no estado americano de Washington —um rochedo glacial equilibrado sobre um poleiro minúsculo, a cerca de 90 km ao sul da fronteira entre os Estados Unidos e o Canadá.

Em 1872, ocorreu um forte terremoto no noroeste dos Estados Unidos, mas a tecnologia da época não conseguiu registrar com precisão qual foi a potência do sismo. Até que a permanência da rocha Omak no seu poleiro ajudou os geólogos a estimar um possível limite da gravidade daquele terremoto.

É ainda mais difícil determinar os impactos dos terremotos ocorridos antes do início dos registros humanos.

No campo da paleossismologia, geólogos procuram sinais de movimentos pré-históricos de terra, como rupturas de falhas geológicas, deslizamentos de terra ou detritos de tsunamis. Ocorre que muitos terremotos deixam poucos traços nos registros geológicos.

Mas, quando os sismólogos encontram rochedos precários que permaneceram de pé por milhares de anos, eles servem de testemunhas desses eventos. Sua análise aumenta a precisão dos mapas de risco de terremotos, especialmente em relação aos raros tremores mais fortes, que acontecem apenas em intervalos de milhares de anos.

Em setembro, pesquisadores do Serviço Geológico dos Estados Unidos publicaram uma análise de rochedos em equilíbrio precário, deixados para trás pelas geleiras, nos Estados de Nova York e Vermont.

Felizmente, não houve surpresas. Os rochedos sugerem que seus mapas, de forma geral, eram precisos. Mas nem sempre é isso que acontece.

Existe um casal de geólogos que ajuda a refinar e aprimorar a análise das rochas precárias. Anna e Dylan Rood, do Imperial College de Londres, desenvolveram uma metodologia mais precisa, baseada em probabilidades, para estudar as testemunhas sismológicas.

Se você encontrasse os Roods estudando um rochedo em equilíbrio precário no campo, você logo os reconheceria porque a rocha estaria toda marcada com fitas coloridas.

Com a tecnologia de detecção e telemetria por luz (Lidar, na sigla em inglês) e fotografias com drones, as fitas de marcação ajudam a criar modelos 3D computadorizados das rochas, para simular o que aconteceria com elas em diversos cenários sísmicos.

“Podemos calcular a probabilidade de tombamento da rocha com diversos abalos de terra, desde os terremotos muito pequenos e curtos até os realmente extremos”, explica Anna.

Também é importante verificar se os rochedos realmente já eram instáveis durante os últimos terremotos. Para datar sua precariedade, os Roods analisam isótopos cosmogênicos nos minerais de quartzo das rochas, como berílio-10.

Estes isótopos se formam quando os raios cósmicos atingem o quartzo. Por isso, eles estão presentes em maior quantidade quando a superfície da rocha foi exposta à atmosfera.

Eles revelam há quanto tempo o rochedo permanece no seu poleiro ou se a sua base já esteve enterrada no solo ou em outros detritos.

“É um relógio”, explica Dylan. “Podemos calcular quando a rocha foi exposta.”

Com estas técnicas, os Roods demonstraram que alguns mapas de risco dos Estados Unidos talvez precisem ser atualizados.

Analisando rochedos precários em Lovejoy Buttes, perto da falha de San Andreas na região de Los Angeles, eles concluíram que os riscos de terremotos que acontecem uma vez a cada 10 mil anos podem ter sido superestimados. Seus cálculos indicam que o tremor seria 65% menos potente naquela região do que o estimado anteriormente.

Infraestrutura vital

Os Roods se conheceram analisando rochas precárias perto da usina nuclear de Diablo Canyon, na Califórnia. Desde então, eles e seus colegas demonstraram que os rochedos podem ser úteis, particularmente para testar o estresse sobre a vulnerabilidade de construções humanas, como instalações nucleares ou grandes represas.

Na verdade, as rochas precárias se tornaram tão úteis para a indústria nuclear que a Agência Internacional de Energia Atômica (AIEA) agora recomenda o estudo dessas rochas para reduzir o risco causado por terremotos perto das usinas nucleares.

Para determinar os riscos impostos a uma usina nuclear, os engenheiros precisam conhecer os impactos daquele raro terremoto “grande”, que poderá rachar e abrir seu reator. Mas se não houver acontecido nenhum por milênios, fica difícil estimar a dimensão dos danos.

Quando os Roods e seus colegas mapearam e analisaram os rochedos perto da usina nuclear Diablo Canyon, eles conseguiram reduzir as incertezas nos mapas de risco em cerca de 50%.

Eles planejaram começar no final de outubro o estudo das frágeis formações geológicas da França. A companhia energética francesa EDF pediu que eles aprimorassem os mapas de risco sísmico das usinas nucleares e represas hidrelétricas do país.

No futuro, as rochas em equilíbrio precário também poderão ajudar os engenheiros a decidir onde enterrar resíduos radioativos. Um dos primeiros testes de uso dessas rochas no planejamento nuclear ocorreu na montanha Yucca, um possível depósito de resíduos nucleares em Nevada, nos Estados Unidos, agora descartado.

Pesquisadores da Universidade de Nevada em Reno analisaram os rochedos precários próximos revestidos com “verniz de rocha”, uma substância rica em argila que se acumula ao longo do tempo nos desertos.

A presença do verniz demonstrou que algumas das rochas em equilíbrio precário haviam permanecido sem cair por até 80 mil anos —uma indicação de que o risco de terremotos na montanha Yucca era aceitável.

Por isso, se você encontrar algum dia um rochedo precário durante uma caminhada, imagine o que ele pode ter enfrentado para permanecer naquele lugar. Até os Roods ainda se maravilham com algumas dessas rochas instáveis que ainda estão de pé.

“Em um dos locais na Califórnia, você sozinho conseguiria balançá-las”, afirma Dylan. “Isso realmente demonstra como elas são frágeis.”

* Richard Fisher é o autor do livro A Visão Longa: Por que Precisamos Transformar Como o Mundo Observa o Tempo (em inglês) e editor do site Aeon.



Leia Mais: Folha

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Maioria para o retorno à energia nuclear – DW – 04/04/2025

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Maioria para o retorno à energia nuclear - DW - 04/04/2025

Uma nova pesquisa divulgada sexta -feira pela empresa de marketing Innofact descobriu que 55% de Alemães questionados eram a favor de um retorno a potência nuclear.

A questão da energia nuclear irritou a política alemã há algum tempo e tem sido um ponto de discórdia nas atuais negociações de coalizão em andamento entre o conservador CDU/CSU Bloc da Friedrich Merz e os social -democratas (SPD).

O que a pesquisa disse sobre energia nuclear?

Além dos 55% a favor, 36% disseram que se opuseram a um retorno à energia nuclear e 9% estavam indecisos.

Mais de seis em cada dez homens favoreceram um retorno, enquanto menos da metade das mulheres.

Houve diferenças geográficas, com a idéia mais popular no sul e no leste da Alemanha do que no norte e oeste.

Um total de 22% disse que apenas os reatores fechados mais recentemente devem voltar on -line e 32% disseram que novos reatores devem ser construídos.

A pesquisa encontrou 57% dos entrevistados em favor de investimento contínuo em outras formas de energia renovávelcom apenas 17% oposto e o restante indeciso.

Os pesquisadores, Innofact, com sede em Dusseldorf, questionaram 1.007 alemães em março de 2025 e receberam respostas de indivíduos de 18 a 79 anos. A pesquisa foi publicada no site da Verivox, que oferece informações ao consumidor, principalmente sobre energiapreços telefônicos e de seguro.

O que o novo governo pode fazer?

No momento, a CDU/CSU está analisando “se um retorno ao serviço para os reatores nucleares desativados mais recentemente seria tecnicamente e financeiramente viável, considerando seu estado individual atual”.

O SPD diz que não está interessado em recuperar as usinas nucleares on -line.

Os verdes também se manifestaram contra uma reversão da política. O co-presidente do Party, Franziska Brantner, disse recentemente ao programa de televisão Welt: “Estamos em uma boa faixa, seria melhor para o nosso país e nossos negócios se continuássemos firmemente nesse caminho sem girar a cada duas semanas”.

Esse back-and-north tem uma história, com a coalizão SPD-Green de Gerhard Schröder decidindo eliminar a energia nuclear em 1998, mas o governo CDU/CSU/CSU de Angela Merkel que prolonga consideravelmente sua vida inteira em 2009.

Uma grande inversão de marcha foi iniciada pela própria Merkel, que, em uma jogada surpresa, reverteu a política logo após o início do 2011 Desastre de reator nuclear de fukushima No Japão, acelerando a eliminação.

Depois de ter suas operações estendidas temporariamente pelo governo da coalizão SPD/Green/Green/FDP da Olaf Scholz, as últimas usinas nucleares da Alemanha foram tirado offline no início de 2023.

Editado por Richard Connor



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Cães vira-latas salvam cachorro atropelado e tutor do pet ferido os adota

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A Juliana, professora de Libras, interpreta as palavras da juíza de paz no próprio casamento para o noivo Paulo, que é surdo. Muito amor e emoção. Foto: @julibrasss

Uma lição de vida aos humanos. Dois cães vira-latas fazem um tremendo esforço e salvam um cachorro atropelado. Ao ver as imagens, o tutor do pet ferido adota os dogs.

Porém, o mais emocionante é a luta dos dogs para não deixar o amigo ali, rendido, no meio da pista movimentada. O vídeo emocionante foi registrado na China e conquistou as redes.

Nas imagens, há o momento exato em que um cachorro tenta passar pela via, mas é duramente atingido por um carro, ficando imóvel na pista.

Esforço para salvar amigo

Imediatamente, surgem dois cães de rua e tentam ajudar o amigo ferido. Os carros seguem pela pista em altíssima velocidade e ignorando o acidente.

Os cachorros não desistem de resgatar o ferido imóvel na pista. Nem quando um caminhão passa por cima do cachorro ferido.

Os bichinhos retornam, fazem esforço e arrastam o amigo machucado para a calçada, tirando-o do principal perigo.

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Adoção imediata

De acordo com a agência internacional Reuters, que teve acesso ao vídeo, o tutor do cachorro atropelado é Xue, que mora perto da rua onde houve o acidente.

Xue só soube o que

O ato heroico de dois cãezinhos vira-latas que salvam um amigo cachorro atropelado foi recompensado pelo tutor do bichinho ferido, o humano resolveu adotar os heróis. Foto: reprodução/Reuters/ @deniseadote3 O ato heroico de dois cãezinhos vira-latas que salvam um amigo cachorro atropelado foi recompensado pelo tutor do bichinho ferido, o humano resolveu adotar os heróis. Foto: reprodução/Reuters/ @deniseadote3

aconteceu, ao perceber que o cãozinho estava mancando, resolveu, então, checar as câmeras de segurança.

O homem ficou surpreso com o ato heroico dos amigos caninos. De tão agradecido e emocionado, decidiu adotar os dois cães.

O esforço dos dogs é emocionante, uma lição para os humanos, que ignoram o que se passa na pista movimentada:



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Observatório climático com borda sobre os satélites Faces DOGE AX – DW – 04/04/2025

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Observatório climático com borda sobre os satélites Faces DOGE AX - DW - 04/04/2025

Em 1958, o cientista Charles David Keeling começou a monitorar os níveis de dióxido de carbono no Observatório Mauna Loa, no Havaí, fornecendo a primeira evidência clara de que os humanos estavam aumentando o CO2 atmosférico, queimando queimando Combustíveis fósseis.

Keeling havia criado uma maneira simples de coletar amostras de ar limpo em frascos de vidro. Ele então usou o nitrogênio líquido recém -disponível e a tecnologia infravermelha posterior para descobrir a quantidade de CO2 na amostra.

O trabalho inovador ajudou a moldar moderno ciência climática, E o observatório ainda é uma das principais estações do mundo para o monitoramento contínuo do CO2 atmosférico.

Mas os cientistas temem que o trabalho possa ser interrompido em breve, rasgando “um grande buraco em nosso conhecimento científico sobre os gases de efeito estufa da Terra”, disse Noel Cressie, que dirige o Centro de Informática Ambiental da Universidade de Wollongong da Austrália.

Charles Keeling em pé na praia segurando um frasco de vidro redondo
Charles Keeling (foto) evacuando um frasco de vidro para fazer um tipo de vácuo capaz de coletar uma amostra limpa de arImagem: UC Regents

O Departamento de Eficiência do Governo dos EUA (DOGE) está considerando os escritórios fechados em Hilo, Havaí, onde a equipe supervisiona as operações diárias do Observatório. O arrendamento é de US $ 164.391 (€ 149.050) anualmente, disse o corpo de corte de custosLiderado por Tesla Bilionaire Elon Musk.

Os escritórios são administrados pela Agência de Monitoramento do Clima e Ocean principal alvo dos cortes de doge.

Os cientistas internacionais alertam a perda para a pesquisa climática global seria enorme se o observatório fechar.

Mauna Loa tem “um registro de dados incrível sobre como as coisas interagem na atmosfera”, disse Cressie, apontando para suas medidas de dióxido de carbono, metano e óxido nitroso – Gases de efeito estufa que causam mudanças climáticas.

Monitoramento de CO2 satélites “Faça o seu melhor”, mas o que Mauna Loa contribui é “insubstituível pelos satélites”, disse ele.

Por que Mauna Loa é tão importante para a ciência climática?

Charles David Keeling considerou Mauna Loa um local privilegiado para medir o CO2 atmosférico. Muito na maneira como um médico sabe onde o lugar certo é medir a temperatura de uma pessoa para obter a melhor leitura, disse seu filho, Ralph Keeling.

Com pouco mais de 4.100 metros (13.451 pés) acima do nível do mar, o observatório está em um ambiente oceânico longe de “coisas que podem influenciar o dióxido de carbono”, disse o físico, que supervisiona o projeto Mauna Loa da Instituição Scripps da Oceanografia da Universidade da Califórnia San Diego.

Por essa quilha Ralph significa fontes de CO2, como Carros em chamas de combustível fóssil bem como grandes ecossistemas como florestas que absorvem e liberam regularmente o gás. É uma das únicas duas estações que trabalham nesse tipo de ambiente. O outro está na Tasmânia, Austrália.

O trabalho de seu pai revelou flutuações naturais de CO2 ao longo de dias e estações – como a captação de CO2 por plantas na primavera e seu lançamento durante o outono, quando a vegetação decai. Significativamente, seus dados mostraram um aumento implacável nos níveis atmosféricos de CO2, representados no Curva de quilha famosa.

Quando a quilha mais velha iniciou suas medidas em 1958, os níveis de CO2 eram de cerca de 315 partes por milhão. Agora, Eles estão em 427 ppm. O CO2 representa apenas 0,04% da atmosfera, o que é muito menor que o oxigênio, por exemplo, 21%.

Isso pode não parecer muito. Mas o CO2 tem um impacto estranho da mesma maneira que “o colesterol é apenas um pequeno componente do seu sangue, mas possui propriedades especiais, por isso importa o quanto você tem”, disse Ralph Keeling.

Uma das importantes propriedades especiais do CO2 é que ele prende o calor irradiando da superfície da Terra. Então, mesmo um aumento aparentemente pequeno causará A temperatura média global aumenta significativo o suficiente para alimentar o derretimento das calotas polares, o aumento do nível do mar e o clima extremo.

Não ‘fontes de dados alternativas’

Perder Mauna Loa significaria perder dados de “uma região do mundo para a qual não temos outras fontes de dados alternativas”, escreveu Josep Canadell, diretor executivo do Global Carbon Project, com sede no Reino Unido, em um email.

Sem ele, os pesquisadores precisariam confiar mais no sentimento remoto por satélite para monitorar os gases de efeito estufa, o que apresenta desafios.

Uma questão são os dados mais antigos desses não voltam quase tão longe, disse Noel Cressie, que trabalha com Cientistas do Laboratório de Propulsão a Jato da NASA em sua missão orbitadora do Observatório de Carbono, lançado em 2014.

Uma usina a carvão
Os seres humanos estão liberando CO2 para a atmosfera queimando combustíveis fósseis, como carvãoImagem: S. Ziese/Blickwinkel/IMAGO

Os conjuntos de dados de longo prazo são vitais para a compreensão dos cientistas sobre como os sistemas da Terra estão respondendo ao aumento das emissões de CO2 ao longo do tempo. Quebrar a mais longa medição contínua do mundo do dióxido de carbono atmosférico em Mauna Lao dificultaria mais rastrear essas tendências.

Os satélites de monitoramento de CO2 também são menos precisos. Eles estão no topo da atmosfera e “aerossóis e nuvens estão estragando a vista”, disse Noel Cressie. Usá -los requer muita calibração de medição para obter leituras mais precisas – algo que não é necessário com Mauna Loa.

“A cobertura global dos satélites é definitivamente uma vantagem, mas vários satélites são necessários para replicar a variedade de medições de Mauna LOA, e eles têm dificuldade em olhar para o mesmo local na superfície da Terra”, acrescentou.

Mauna Loa, por outro lado, mede uma variedade de gases de efeito estufa e possui instrumentos em um local fixo, “tornando essas medições incrivelmente precisas”.

O arrendamento de escritório de Hilo expira em agosto

De acordo com um Carta do Congresso de março Exigindo esclarecimentos do governo do presidente dos EUA, Donald Trump, sobre cortes iminentes para a NOAA, o contrato para os escritórios do Hilo expira no final de agosto. Ainda não está claro o que significaria para o projeto geral se Doge cancelar o contrato.

Mas se Mauna Loa fosse interrompido, “teria um impacto desproporcional em comparação com as perdas de qualquer outro observatório”, escreveu Josep Canadell.

Seria “uma das piores perdas de dados ambientalmente significativos, rastreando a dinâmica e a saúde do planeta Terra”, acrescentou.

A Canadell expressou mais preocupações sobre a possibilidade de os EUA fecharem sua rede mais ampla de observatórios que rastreiam gases de efeito estufa.

Os EUA fazem “a maior contribuição para as redes globais que qualquer país faz”.

Monitorando CO2 e sua influência no clima é crucial para se preparar para mais clima super carregado e outras consequências das mudanças climáticas, disse Ralph Keeling.

“Temos que nos preparar para tudo isso”, disse Keeling.

Os trabalhadores do governo dos EUA compartilham temores sobre o Doge de Musk

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Você pode descobrir mais sobre o trabalho inovador de Charles Keeling na estação Mauna Loa e o básico da ciência climática no episódio do planeta vivo Como é 1 tonelada de CO2?

Editado por: Jennifer Collins



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