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Sob queixas, projeto das eólicas offshore avança p…

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Nicholas Shores
A Comissão de Serviços de Infraestrutura do Senado aprovou nesta terça-feira o projeto de lei das eólicas offshore, que regulamenta a exploração da geração de energia em águas interiores da União, no mar territorial e na plataforma continental. O texto, que está na pauta de quarta-feira do plenário da Casa, é alvo de queixas tanto no Parlamento quanto no setor.
Sob relatoria de Weverton Rocha (PDT-MA), o texto estabelece incentivos para outros tipos de empreendimentos, como os de geração hidrelétrica e termelétrica a partir de biomassa, biogás, biometano e resíduos sólidos urbanos, com potência instalada de até 30 megawatts.
Além disso, também determina que, até 2050, a contratação de reserva de capacidade vai contemplar termelétricas movidas a carvão, desde que comprado da indústria carvoeira nacional. “O que justifica ainda ter térmica a carvão no Brasil é a geração de emprego”, afirmou Weverton ao Radar.
Alguns senadores tentaram derrubar o trecho do projeto que determina a contratação de termelétricas a gás por 15 anos, a prorrogação de contratos de pequenas centrais hidrelétricas por 20 anos e a contratação de termelétricas a carvão mineral nacional até 2050, mas foram derrotados na votação do destaque.
Para o presidente da Energia Pecém, Carlos Baldi, que controla a térmica de Pecém 1, no Ceará, o projeto, do jeito que está, pode impactar negativamente na arrecadação do estado e do Maranhão, terra natal do próprio relator, porque prevê benefícios a usinas térmicas a carvão no Sul do país e deixa de fora as térmicas do Nordeste.
O dispositivo, no caso da Energia Pecém, representaria uma perda de 200 milhões de reais por ano em impostos e 300 empregos diretos e quase 1.500 indiretos. Baldi também estima impacto significativo para o térmica de Itaqui, no Maranhão, com impacto na arrecadação de impostos de cerca de 160 milhões de reais anuais.
“Se aprovado com esse benefício, somente para o carvão nacional, o PL vai provocar impacto direto sobre todas as térmicas que atualmente operam com carvão importado no Nordeste, com poder de calorífico superior e menores níveis de emissão e impacto ambiental. O texto, além da perda de arrecadação, impactará de forma significativa os trabalhadores diretos e indiretos dos dois Estados. Devemos ter isonomia entre os projetos do Sul e Nordeste do Brasil”, afirma o presidente da Energia Pecém.
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O alerta de líderes do Senado a Lula sobre eleitor…

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3 de abril de 2025
Nicholas Shores
Na conversa com Lula na residência oficial de Davi Alcolumbre, lideranças governistas do Senado fizeram coro para alertar o presidente da República sobre a necessidade de se esforçar mais para atrair o apoio de evangélicos.
Parte do bate-papo reservado passou por esboçar estratégias para a campanha à reeleição do petista, cujos índices de aprovação seguem, hoje, uma tendência de baixa, despertando preocupações entre aliados sobre como recuperar a popularidade de Lula.
Eliziane Gama (PSD-MA) e Carlos Viana (Podemos-MG), ambos evangélicos, colocaram-se à disposição para levar líderes de igrejas neopentecostais para encontros de aproximação com o presidente.
Lula, por sua vez, comprometeu-se a abrir mais espaço na agenda para visitas desse tipo.
Participaram do encontro nesta quarta-feira à noite:
- a ministra-chefe da Secretaria de Relações Institucionais (SRI), Gleisi Hoffmann;
- o presidente do Senado, Davi Alcolumbre (União Brasil-AP);
- o presidente da Comissão de Constituição e Justiça, Otto Alencar (PSD-BA);
- o presidente da Comissão de Assuntos Econômicos, Renan Calheiros (MDB-AL);
- o líder do governo no Senado, Jaques Wagner (PT-BA);
- o líder do governo no Congresso, Randolfe Rodrigues (PT-AP);
- o líder do PT, Rogério Carvalho (SE);
- o líder do MDB, Eduardo Braga (AM);
- o líder do União Brasil, Efraim Filho (PB);
- o líder do PSB, Cid Gomes (CE);
- o líder do PDT, Weverton Rocha (MA);
- o líder do Podemos, Carlos Viana (MG);
- o líder da maioria, Veneziano Vital do Rêgo (MDB-PB);
- a líder do bloco parlamentar PSD-PSB, Eliziane Gama (PSD-MA);
- e a líder da bancada feminina, Leila Barros (PDT-DF).
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Por que Lula ressurgiu diferente, e pronto para a…

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3 de abril de 2025
Matheus Leitão
Lula voltou.
No evento em que fez um balanço das ações do governo, exaltou a atuação de sua terceira gestão e prometeu retrucar com “medidas cabíveis” à metralhadora tarifária de Donald Trump, o presidente leu o discurso sem improviso.
Seguiu o script. Quase o tempo todo, o que evitou qualquer problema de comunicação.
Com entonação certa e pinta de candidato em 2026 contra filhotes do bolsonarismo, Lula aproveitou até para mandar um recado à extrema direita. Afirmou que não bate continência a outra bandeira.
É a estratégia de manter a polarização contra Bolsonaro, mesmo ele estando inelegível, sendo réu por tentativa de golpe e cada vez mais próximo da prisão.
O mais importante, contudo, foi a sinalização de Lula à classe média em meio à queda de popularidade. Como a coluna já mostrou, o presidente tem um plano para reconquistar o terreno perdido.
Nesta quinta, 3, o líder petista colocou o cardápio à mostra e falou não só de projetos com cheiro de naftalina. Tentou mostrar à classe média que o governo entende a alta na inflação dos alimentos e está voltando o holofote de benesses para eles.
O presidente citou en passant a isenção do Imposto de Renda até R$ 5 mil, vendeu o financiamento do Minha Casa Minha Vida para os brasileiros que ganham até R$ 8 mil e apontou também para a TV 3.0 de última geração.
Lula ressurgiu diferente. Parecia empoderado por dados da nova pesquisa Quaest que mostram que, mesmo com muitos brasileiros acreditando que ele não deve concorrer à reeleição, votam no petista em um eventual segundo turno.
É que um número razoável daqueles que reprovam o governo ainda votam em Lula em eventual segundo turno contra qualquer candidato da direita.
Na política, é fundamental ter perspectiva de futuro. Foi o que Lula demonstrou hoje. Ponto para Sidônio Palmeira, o novo chefe da comunicação do governo.
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Em voto único, STF aprova Plano de Redução da Leta…

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3 de abril de 2025
Valentina Rocha
O Supremo Tribunal Federal (STF) determinou, nesta quinta-feira, 03, por decisão unânime, um conjunto de medidas estruturais voltadas ao combate à letalidade policial nas operações em favelas no Rio de Janeiro e concluiu o julgamento da chamada ADPF das Favelas.
O tribunal afirmou que houve avanços importantes obtidos com a redução da letalidade policial, mas reconheceu uma parcial omissão do estado. O ministro Luís Roberto Barroso determinou o uso de câmeras em uniformes da Polícia Militar e anunciou que, em até 180 dias, o Estado do Rio de Janeiro deve comprovar a instalação de câmeras também em viaturas, com regulamentação clara e abrangência sobre todas as ações ostensivas e operações policiais.
Foi estabelecida também a necessidade de que o estado promova um plano de reocupação territorial de áreas dominadas por organizações criminosas.
“A atuação da polícia em geral, particularmente do Estado do Rio de Janeiro, deverá ser tão ampla quanto o necessário para a segurança pública da população, mas deve respeitar o uso proporcional da força e o respeito aos direitos fundamentais em toda a extensão do estado, seja nos bairros mais afluentes, seja nas comunidades pobres, seja nas periferias”, disse Barroso, e completou que a constituição assegura os direitos fundamentais a todos os brasileiros e, portanto, abrange todos independentemente de condição social, etnia, raça ou local onde vivam.
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