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Governo do Acre se prepara para mudança no processo de pagamento por serviços ambientais da cadeia da borracha, chegando mais próximo dos beneficiários e fortalecendo a parceria com as cooperativas

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5 meses atrásem
Thaysa Azevedo
Baseando-se em iniciativas exitosas que já vêm sendo implementadas em pagamentos diretos a beneficiários, o governo do Acre dá mais um passo rumo a esta atuação. Desta vez, a inovação nesta modalidade de pagamento se dará para os serviços ambientais. A intenção é criar condições para facilitar a atuação e a colaboração das cooperativas e das organizações associativas nesse processo, dando maior segurança e agilidade para o pagamento do subsídio da borracha.
Esta ação vem sendo considerada um avanço importante para a manutenção de cadeias produtivas sustentáveis, como é o caso da borracha. Além de ser um produto que faz parte da história do nosso estado, a continuidade deste e de outros mercados extrativistas sustentáveis como, por exemplo, a castanha, o murmuru e os óleos vegetais, é reconhecidamente importante para a manutenção da vida dessas populações e para o desenvolvimento econômico, ao mesmo tempo que mantém a floresta em pé.
“O poder público precisa cada vez mais reforçar a sua presença nos territórios para garantir a manutenção e preservação das florestas. A coleta do látex é uma ação que fortalece essa política de preservação e isso aumenta a importância de fortalecermos essa parceria”, afirma o secretário de Planejamento, coronel Ricardo Brandão.
O estado do Acre vem ganhando cada vez mais notoriedade nacional e internacional a respeito do pioneirismo em ações, projetos, programas e formatos de governança que visam o combate às crises climáticas, a preservação do meio ambiente, da biodiversidade e a manutenção das florestas.
O governo do Acre, apoiado pelos objetivos do Programa REM Acre, tem atuado neste pioneirismo dentro das políticas públicas ambientais de forma alinhada às questões dos direitos humanos. Por isso, as secretarias de Planejamento (Seplan) e Agricultura (Seagri) decidiram replicar este formato exitoso de atuação de pagamento direto aos beneficiários no pagamento pelos serviços ambientais, visando se aproximar dos produtores extrativistas que recebem os subsídios da borracha. A intenção é facilitar o processo e agregar maior agilidade, transparência e segurança tanto para os produtores que estão na ponta, entregando a matéria prima, quanto para as cooperativas que são parceiros importantes dentro desta cadeia produtiva.
“É fundamental a parceria com as cooperativas. Eu não tenho dúvidas de que elas vão nos ajudar a acelerar esse processo, porque é interesse delas também que o produtor seringueiro receba o subsídio. É interesse nosso que o produtor receba o quanto antes e é interesse do REM que a gente consiga fazer essa prestação de contas, até para que possamos buscar mais recursos para fazermos os investimentos que precisam ser feitos”, explica o titular da Secretaria de Agricultura (Seagri), José Luis Tchê.

O secretário de Planejamento, coronel Ricardo Brandão, complementa: “A preocupação é dar segurança tanto para a cooperativa quanto para o produtor que está entregando a matéria prima. Facilitar e dar agilidade. A intenção é fortalecer a parceria entre todos e instituir instrumentos de controle onde o cidadão seja parte ativa do processo. Esta ação direta com os produtores das cadeias sustentáveis, como a da borracha, reforça uma preocupação e um compromisso do governo de olhar a preservação da floresta, olhar a preservação do meio ambiente como um dos pilares essenciais para o futuro da sociedade, especialmente para o futuro do estado do Acre”.
Esta mudança na modalidade de pagamento para o subsídio da borracha foi oficializada desde a publicação do Decreto n° 11.564, no dia 11 de outubro de 2024. Com base nesse decreto, os pagamentos serão realizados diretamente aos beneficiários quatro vezes ao ano, conforme calendário estabelecido na lei.
“Por meio deste formato de atuação, o governo do Acre e o Programa REM esperam chegar mais próximo dos seus beneficiários, agregando mais transparência e credibilidade aos mecanismos de REDD+”, diz a coordenadora-geral do Programa REM Acre, Marta Azevedo.

O pioneirismo do Acre, no que tange às diversas práticas e ações voltadas ao desenvolvimento sustentável, como é o caso do Programa REM, só é possível porque em 2010 o governo criou uma política pública que visa o crescimento econômico aliado aos cuidados e à proteção do meio ambiente e dos direitos humanos: o Sistema de Incentivo a Serviços Ambientais (Sisa).
Como o Programa REM está auxiliando na manutenção de cadeias produtivas sustentáveis, como é o caso da borracha, e porque esta mudança na modalidade de pagamento direto é um avanço para esse programa?
O governo do Acre, por meio do Programa REM Acre, incentiva o fortalecimento desta cadeia, premiando os extrativistas seringueiros com pagamento pelos serviços ambientais, por preservar as florestas. Este pagamento entra para o produtor como um incremento no pagamento pela venda da borracha, visando apoiar o desenvolvimento sustentável dos povos e comunidades que vivem na floresta.
Os pagamentos pelos serviços ambientais prestados tem como base o Decreto n° 11.564, que estabelece os seguintes valores: R$ 4,20 para o Látex Cultivo Vale do Acre; R$ 4,40 para o Látex Nativo do Vale do Acre; R$ 3,50 para a Folha Defumada Líquida (FDL); R$ 2,30 para o Coágulo Virgem Prensado (CVP Nativo) e R$ 1,30 para o Coágulo Virgem Prensado (CVP Cultivo).
Com a mudança na modalidade de pagamento, este subsídio da borracha, que está respaldado pela política pública do Sisa, poderá chegar de uma forma direta e individualizada ao beneficiário, agregando mais transparência e credibilidade aos mecanismos de REDD+, que é um dos objetivos do Programa REM a serem cumpridos perante os seus investidores.
“Ao cumprirmos um dos requisitos do Programa REM, que é o de fazer o investimento chegar na ponta, ampliamos a possibilidade de recebermos mais investimentos para o nosso estado e para os nossos beneficiários”, explica a coordenadora-geral do Programa REM Acre, Marta Azevedo.
Quem serão os beneficiados por esta mudança na modalidade de pagamento?
Os beneficiários são os produtores agroextrativistas que exercem atividades familiares, utilizando sua força de trabalho e a de suas famílias, sem a contratação permanente de mão de obra externa. Esses produtores devem residir na área de produção e ter como principal fonte de renda a exploração extrativista, agroextrativista ou agropecuária. Além disso, é necessário que estejam ligados a organizações da sociedade civil, como associações, cooperativas ou sindicatos, devidamente cadastrados na Secretaria de Estado de Agricultura (Seagri).
Como serão realizados os pagamentos e quais são os próximos passos?
Os pagamentos serão realizados aos beneficiários quatro vezes ao ano, conforme calendário estabelecido na lei. O primeiro bloco de pagamento, por exemplo, será referente às notas fiscais entregues de dezembro do ano anterior a março.
A Seagri será responsável pela gestão da cadeia produtiva, com a realização de cadastramento dos produtores, pela gestão do pagamento das subvenções e pelo desenvolvimento de um plano de monitoramento. Esse plano inclui ações de fiscalização para garantir que o pagamento seja realizado de forma adequada e transparente. O Conselho Estadual de Desenvolvimento Rural e Florestal Sustentável (CDRFS) será o órgão colegiado encarregado da governança dessa política.
“A gente tem um compromisso, a pedido do nosso governador Gladson, de olhar para quem está na ponta, de ele ser realmente atendido. Com certeza, nessa parceria com o Programa REM e a Secretaria de Agricultura, nós vamos chegar lá na ponta e quem vai ganhar com isso é quem mais precisa”, afirma o secretário de Agricultura, José Luis Tchê.
Dentre os próximos passos estão a realização de audiências públicas para reforçar a parceria do governo do Estado com esses produtores e cooperativas.
“Antes da implementação desse novo modelo serão realizadas audiências públicas para a abertura de diálogos com as comunidades produtoras, no sentido de esclarecer como se dará o processo, de reforçar a parceria do governo do Estado com esses produtores, com essas cooperativas. A ideia é construir um novo arranjo, um novo fluxo, um novo formato de pagamento; dialogar com os produtores acerca da implementação desse modelo, dos ganhos que eles terão, dos ganhos que a gestão pública vai ter enquanto segurança, como forma da gente avançar e produzir cada vez mais resultados positivos nessa área”, ressalta o secretário de Planejamento, Ricardo Brandão.
Experiências prévias que vêm dando certo
O governo do Estado já havia realizado uma primeira experiência que deu certo: o Cartão do Bem, em parceria com a Caixa Econômica, onde o governo passava os dados do beneficiário e a Caixa Econômica se encarregava de fazer os pagamentos.
Além desta prática, atualmente a Seagri já opera neste modelo de pagamento direto ao beneficiário, por meio do PAA – Programa de Aquisição de Alimentos, cujo pagamento é realizado diretamente na conta do agricultor. Neste caso, o convênio foi feito entre o Ministério do Desenvolvimento Social (MDS) e o Banco do Brasil. O funcionamento se dá por meio de um sistema no qual são validadas as aquisições.
“Inserimos as notas fiscais correspondentes, e os agricultores recebem os recursos em conta específica por meio de cartão próprio. Este processo vem funcionando muito bem”, explica Igor Honorato, coordenador do PAA da Secretaria de Agricultura (Seagri).
Baseado nestas práticas exitosas, o secretário de Planejamento, Ricardo Brandão, sugeriu que o pagamento para o subsídio da borracha fosse realizado também diretamente aos beneficiários, por intermédio de um órgão privado.
“A inovação está em replicar esse modelo de pagamento, que já funciona para os pagamentos dos subsídios. Estamos pegando fluxos que são eficientes, que deram certo. Nosso objetivo é chegar num modelo que agilize o processo de pagamento e dê segurança para todos”, pontua o secretário de Planejamento.

Visão de futuro
Na visão da Secretaria de Planejamento do Estado do Acre, o pagamento de subsídios deve se estender para outras cadeias produtivas, proposta esta que já vem sendo discutida na Assembleia Legislativa, com a equipe de governo do Estado.
“Essa tem sido uma provocação que o governo do Estado tem feito ao governo federal e a instituições financeiras nacionais e internacionais, no sentido de que a preservação da Amazônia passa iminentemente pela permanência do homem do campo, dentro de sua propriedade, preservando a floresta. Para que isso ocorra, tem o chamado ‘custo da Amazônia’. Esse é, na verdade, o custo de preservação”, finaliza Ricardo Brandão.
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Estudo feito em UTIs do sistema público de saúde do Acre é publicado em uma das principais revistas científicas do mundo

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12 horas atrásem
3 de abril de 2025
Felipe Souza
Profissionais do sistema público de saúde do Acre ganham cada vez mais reconhecimento no cenário internacional. Um estudo do urologista da Fundação Hospitalar Governador Flaviano Melo (Fundhacre), Fernando de Assis, realizado em parceria com o governo do Estado e as universidades da Califórnia (UC), Federal do Acre (Ufac) e de São Paulo (USP), foi destaque em uma publicação da revista científica Nature, uma das mais importantes do mundo na área.
O trabalho envolveu estudantes da Ufac, além de enfermeiros e médicos da Fundhacre e das Unidades de Terapia Intensiva (UTIs) do Pronto-Socorro da capital do Acre, Rio Branco. O estudo tem como objetivo identificar as causas da perda da função renal nos pacientes internados nas UTIs.
De acordo com Fernando, mais de 1.400 pessoas foram estudadas nesse processo. “Os primeiros foram pacientes-pilotos para tornar o estudo mais confiável ainda. E foi a primeira pesquisa populacional, de grande porte, realizada nas Unidades de Terapia Intensiva aqui no estado, para um objetivo específico. Os estudados são usuários do sistema público de saúde”, conta o urologista.
Inicialmente, o pesquisador levantou a hipótese de que fatores ambientais típicos da Amazônia, como picadas de cobra, aranhas e escorpiões, poderiam estar associados ao problema. No entanto, os resultados mostraram que as principais causas estão relacionadas a condições crônicas comuns, como diabetes e hipertensão arterial. Além disso, fatores ligados ao próprio ambiente da UTI, como o uso excessivo de líquidos para estabilizar a pressão arterial, também contribuem para a perda da função renal.
Após a coleta dos dados necessários, o médico realizou as análises na Universidade da Califórnia, nos Estados Unidos, por cerca de um ano, durante o período que concluía parte do seu doutorado. O resultado mostrou que os fatores de risco observados na Região Norte, especificamente no Acre, são os mesmos encontrados em grandes centros urbanos do país.
“A primeira publicação do estudo ocorreu em 2016 e, hoje, a gente conseguiu esse feito espetacular em uma revista de altíssimo nível, considerada uma das melhores científicas do planeta, mostrando o que a gente consegue fazer aqui”, destaca Fernando de Assis.
Financiamento da Fapac
Na última semana, o governo estadual, por meio da Fundação de Amparo à Pesquisa do Acre (Fapac), lançou o 8º edital do Programa de Pesquisa para o SUS (PPSUS). Com o maior valor da história de R$ 1,2 milhão, a gestão do governador Gladson Camelí reforça ainda mais o comprometimento com a saúde dos cidadãos acreanos.
Segundo o urologista, a Fapac também participa do estudo feito por ele, financiando-o. Por ser um órgão de fomento, garante recursos financeiros visando que todo o processo seja concluído e dê resultados significativos para a população.
“Também tivemos apoio da Fapesp [Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado de São Paulo]. É possível fazer pesquisa de qualidade aqui no Acre, utilizando o nosso sistema público, dispondo de mão dos recursos não só físicos e laboratoriais, mas humanos, com os mais de 100 profissionais envolvidos”, pontua Fernando.
Para o presidente da Fapac, Moisés Diniz, a publicação em uma revista internacional confirma a solidez e qualidade da pesquisa realizada no estado: “A pesquisa realizada, ao explorar as interações entre variáveis climáticas e o uso da terra, destaca a complexidade dos impactos ambientais. Esse trabalho demonstra como a ciência pode contribuir para entender e mitigar os desafios em saúde na Amazônia”.
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Segurança Pública, Ministério Público e Tribunal de Justiça discutem agilidade no combate ao crime organizado

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13 horas atrásem
3 de abril de 2025
Ana Paula Xavier
A Secretaria de Estado de Justiça e Segurança Pública (Sejusp) esteve em reunião com representantes do Tribunal de Justiça do Acre (TJ), Ministério Público Estadual (MPE), Polícia Civil e Polícia Militar. O principal objetivo da reunião, que aconteceu nesta quinta-feira, 3, foi discutir a agilidade no atendimento às representações feitas na Polícia Civil.
Durante a reunião, a necessidade de acelerar a emissão de mandados de busca e apreensão foi um dos pontos centrais da discussão. O pedido de celeridade se estende a todo o estado, visando um atendimento mais rápido e eficiente às demandas da Polícia Civil. O secretário estadual de Justiça e Segurança Pública, José Américo Gaia, disse que a cooperação entre as instituições é fundamental para fortalecer a segurança pública e garantir a efetividade das operações policiais. “Precisamos agir com rapidez e eficiência no combate ao crime organizado”, disse.

Além disso, foi proposto o acompanhamento dos processos relacionados a organizações criminosas. A intenção é criar uma minuta para um decreto que formalize a criação de um grupo de trabalho dedicado a essa questão, pois as instituições operam com gestões separadas. A definição do documento mais adequado para facilitar essa colaboração se torna imprescindível.

“A criação de diretrizes com objetivos claros representa um passo significativo para fortalecer a atuação conjunta das diversas instituições na luta contra o crime organizado”, concluiu o secretário.
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Imac capacita técnicos da Representação do Juruá para fortalecer atuação ambiental na região

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13 horas atrásem
3 de abril de 2025
Janine Brasil
Com o objetivo de aprimorar a eficiência e a qualidade dos serviços ambientais na região do Vale do Juruá, o Instituto de Meio Ambiente do Acre (Imac), com o apoio da Secretaria de Estado do Meio Ambiente (Sema), está realizando ciclos de capacitações intensivas para servidores no interior.
A primeira fase de qualificação ocorre de 31 de março a 5 de abril, no Vale do Juruá, com a participação de técnicos que fazem parte da Representação do Juruá (REPJU). A atividade é realizada pela equipe da Diretoria de Licenciamento Ambiental de Atividades Rurais, Florestais e Fauna (DLAARFF).
O presidente da autarquia, André Hassem, explica que entre os principais objetivos da capacitação estão o aprimoramento, eficiência e qualidade dos serviços ambientais prestados no Vale do Juruá. “O curso intensivo aborda desde sistemas de licenciamento e geoprocessamento até práticas de campo para vistorias e fiscalização, incluindo treinamento em sistemas de monitoramento”, disse o gestor da autarquia.
O treinamento tem como foco capacitar a equipe nas atividades essenciais de análise de informações, interpretação de dados, preparação para vistorias e práticas de campo.
“É comum ocorrer mudanças e atualizações tanto nos procedimentos quanto nas normas regulamentares que disciplinam o fluxo das atividades dentro de um órgão ou instituição e no Imac não é diferente. E essas mudanças precisam ser repassadas aos núcleos subordinados. É importante esse nivelamento feito através dos cursos promovidos pelo Imac sede, pois é uma oportunidade de alinhar a análise da documentação e instrução processual, de modo que seja possível seguir certa padronização nos serviços prestados pelo núcleo e Imac sede”, disse a servidora e engenheira agrônoma Céliana Barbosa.

A diretora da DLAARFF, Ana Paula Souza, disse que a abertura do curso, realizada na última segunda-feira, 31, teve o objetivo de falar sobre a melhoria contínua dos processos de licenciamento e monitoramento ambiental, além da uniformização dos procedimentos, por meio da troca de experiências entre os participantes.
“O objetivo geral foi garantir que os técnicos estejam plenamente habilitados para a emissão precisa e qualificada de declarações, licenças e para a realização de um monitoramento ambiental eficaz, destacando a importância da confiabilidade das informações em documentos oficiais, planejamento, inteligência de dados, execução e registro de informações”, complementou.
A programação detalhada incluiu módulos essenciais para a rotina dos técnicos, com aulas teóricas e exercícios práticos ministrados por instrutores. Foram abordados desde os fundamentos e funcionalidades básicas até análises de relatórios e estudos de caso complexos, simulando processos reais de licenciamento e fiscalização.
Dentre as atividades, foi realizado um embasamento teórico e legal sobre a fiscalização ambiental, abordando desde a base legal – Decreto n° 6.514/08 – e os princípios do direito ambiental, até os procedimentos corretos para a lavratura de autos de infração, detalhando seus elementos essenciais e a análise dos principais tipos de infrações contra fauna, flora e relativas à poluição.

Além disso, foi destacada a importância crucial do planejamento eficaz das ações de fiscalização, detalhando as fases do processo, desde a análise da demanda e inteligência geográfica até a execução em campo, coleta de provas e documentação final, com ênfase na padronização de procedimentos e na segurança da equipe.
As atividades incluem desde carregar dados vetoriais, limites, cadastro Ambiental Rural (CAR), áreas licenciadas/embargadas e imagens de satélite até realizar a análise e interpretação geoespacial.

A Sema, na quarta-feira, 2, contribuiu apresentando informações para melhorar a compreensão da Plataforma Integrada de Monitoramento Ambiental (PCigma). Foi abordado também o preenchimento das informações no Sistema de Controle de Infrações Ambientais (Sicam) e explicado porque essas informações sistematizadas são imprescindíveis para gerar uma base consolidada de dados, vinculada às metas do Plano de Prevenção e Controle do Desmatamento e Queimadas do Acre (PPCDQ-AC) e do Programa REM (REDD+ for EarlyMovers) na redução das emissões de CO2 e na eficiência das áreas fiscalizadas do estado.
A equipe do Imac realizou atividades práticas de análise voltadas para o licenciamento de marcenarias, depósitos, produção de carvão e pátios externos.

Foram feitas, ainda, atividades práticas intensivas. Os técnicos foram a campo para fazer simulações de vistoria prévia e fiscalização, aplicando diretamente os conhecimentos adquiridos. Ministram a capacitação pelo Imac a diretora da DLAARFF, Ana Paula Souza; Pedro Farias e Cristiane Oliveira, do Departamento de Licenciamento Ambiental de Atividades Rurais e Florestais; Saine Kador e Ivan de Jesus, da Divisão de Controle Ambiental; e Rosângela Rocha, chefe do Departamento de Representações Regionais. Pela Sema, Quelyson Souza, coordenador do Programa REM, também agregou ao conteúdo apresentado.
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