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O voto de Dino sobre a condenação de mulher que pi…

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O voto de Dino sobre a condenação de mulher que pi...

Duda Monteiro de Barros

O ministro do Supremo Tribunal Federal (STF), Flávio Dino, acompanhou o voto do ministro Alexandre de Moraes, que condenou a cabeleireira Débora Rodrigues dos Santos a 14 anos de prisão em regime fechado. Ela é acusada de participar dos ataques aos prédios dos Três Poderes em 8 de janeiro de 2023, sendo amplamente conhecida por pichar a frase “Perdeu, mané” na estátua da Justiça, em frente ao STF. O julgamento, que ocorre na Primeira Turma da Corte, segue até o dia 28 de março e ainda depende de mais um voto para a formação da maioria.

Débora está presa desde março de 2023, quando foi detida durante a Operação Lesa Pátria, que investigou radicais e financiadores dos ataques. Ela foi acusada de aderir a atos criminosos visando a ruptura institucional e a deposição do governo eleito, com ações de vandalismo e violência no dia dos ataques. A cabeleireira responde a cinco crimes, incluindo tentativa de abolição violenta do Estado Democrático de Direito e golpe de Estado, entre outros. O processo segue em segredo de Justiça, e o julgamento está em andamento na Corte.



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POLÍTICA

Mesmo nos EUA, Eduardo Bolsonaro recebeu salário d…

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Mesmo nos EUA, Eduardo Bolsonaro recebeu salário d...

Nara Boechat

Mesmo nos EUA, Eduardo Bolsonaro recebeu salário d… | VEJA

Oferta Relâmpago: 4 revistas pelo preço de uma!

Mesmo estando nos Estados Unidos há cerca de um mês, o deputado federal Eduardo Bolsonaro (PL) recebeu o salário integral da Câmara dos Deputados, referente ao mês de março. De acordo com o Portal da Transparência, o parlamentar recebeu o valor bruto de mais de 46 mil reais (R$ 46.366,19). Com os descontos, o valor vai para 34,6 mil (R$ 34.615,76). Eduardo entregou o pedido de licença do cargo no dia 20 de março para cuidar de “interesses particulares”. O comunicado foi feito dias antes de seu pai, o ex-presidente Jair Bolsonaro, se tornar réu após julgamento na Primeira Turma do Supremo Tribunal Federal (STF) por envolvimento na tentativa de golpe.


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POLÍTICA

A jogada por trás da ‘mulher do batom’

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A jogada por trás da ‘mulher do batom’

Matheus Leitão

A construção de Débora Rodrigues dos Santos, a bolsonarista que vandalizou a estátua em frente ao Supremo no 8 de Janeiro, como símbolo da “perseguição” de Alexandre de Moraes é a maior jogada política da extrema direita dos últimos tempos.

Conhecida como “mulher do batom”, a cabeleireira transformou-se no norte da narrativa que pretende amealhar mais de 300 votos de parlamentares no Congresso Nacional para o projeto de anistia aos golpistas.

É uma estratégia que tirou o STF da zona de conforto a ponto de o “ministro xerife” ceder e mandá-la para a prisão domiciliar nesta sexta, 28.

Ainda que se saiba que ela não fez apenas a pichação na estátua – e que ela participava ali de um movimento para pressionar um golpe de estado com a ajuda da banda podre das Forças Armadas -, Débora ganhou a batalha contra Xandão.

A ida dela para casa pode ajudar ainda mais a narrativa de que há exageros na mais alta corte do país.

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É que no caso da cabeleireira, por ter dois filhos e ter pedido desculpas à corte, alegando que foi sendo levada pela momento, continuará a ser aproveitada na próxima manifestação da extrema direita marcada para o dia 6 de abril na avenida paulista.

“Levem a arma que ameaçou a democracia, um batom”, bradou Flávio Bolsonaro, o filho Zero Um do ex-presidente, às mulheres que estarão presentes no ato que promete não ser um fiasco como o último em Copacabana.

O pano de fundo, contudo, não tenham dúvidas, leitores: é a anistia. Anistia aos golpistas do dia 8, aos generais de quatro estrelas que queriam rasgar mais uma vez nossa constituição, à cúpula do governo anterior e a Jair Bolsonaro, o ex-presidente líder da trama.

A construção do símbolo Débora Rodrigues dos Santos nada mais é que o Cavalo de Tróia para a impunidade.



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POLÍTICA

Com Bolsonaro réu, vem aí um surpreendente movimen…

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Com Bolsonaro réu, vem aí um surpreendente movimen...

Matheus Leitão

O futuro da direita e futuro do bolsonarismo terão o mesmo caminho?

O bolsonarismo – como ele entendido e praticado – é uma visão extrema da direita, que não convive com a democracia, tanto que está respondendo no banco dos réus por tentativa de golpe e abolição do estado democrático de direito.

Estamos falando de um ex-presidente, da inteira cúpula de um governo, junto com generais e outros militares de alta patente, mantendo a tradição golpista das Forças Armadas.

Mas no momento em que Jair Bolsonaro se transformou em réu, um novo capítulo político começou a ser escrito pela direita brasileira, especialmente porque a pauta do ano de 2025 será em cima desse julgamento.

O provável movimento da direita será o de fazer uma guinada ao centro, à medida que mais detalhes da trama golpista – muito bem documentada pela acusação – forem se tornando conhecidos da sociedade pela exposição do julgamento.

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Vem aí desradicalização da direita?

Coincidentemente, o nome mais cotado para assumir o espólio político de Bolsonaro hoje é o de Tarcísio de Freitas, o governador de São Paulo que tenta se impor como moderado.

Não existe bolsonarista não extremista. Isso é um fato. Mas é esse o caminho que a direita pode tentar seguir para a próxima eleição após o recado do eleitor na eleição municipal. Anotem!



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